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Estados Unidos e talibãs continuam negociações de paz para o Afeganistão

As negociações entre os Estados Unidos e os talibãs entraram hoje no seu terceiro dia, mas sem previsão sobre a possibilidade de se chegar rapidamente a um acordo de paz no Afeganistão.

Estados Unidos e talibãs continuam negociações de paz para o Afeganistão

Os dois lados retomaram as negociações no sábado, em Doha, na oitava ronda de negociações sobre um acordo que permitiria aos Estados Unidos reduzir a sua presença militar no Afeganistão em troca de um compromisso dos rebeldes talibãs de romper com a Al-Qaida.

Uma fonte da delegação norte-americana, liderada pelo enviado para o Afeganistão, Zalmay Khalilzad, disse à agência de notícias francesa AFP que as negociações continuam hoje na capital do Qatar.

Washington quer chegar a um acordo com os rebeldes talibãs até 01 de setembro - antes da eleição Presidencial afegã marcada para 28 de setembro - e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na sexta-feira que houve "muito progresso" nessas negociações.

No entanto, mesmo que os Estados Unidos e os talibãs cheguem a um acordo, questões cruciais ainda precisam ser resolvidas na fase seguinte.

Os Estados Unidos disseram que qualquer retirada seria "baseada em condições" e os talibãs insistem numa retirada completa das forças estrangeiras antes de considerar cumprir os seus compromissos.

Os talibãs também devem entrar em acordo com a Administração do Presidente afegão, Ashraf Ghani, que os rebeldes consideram ilegítimo.

O Governo afegão formou uma equipa de negociadores para conversas diretas com os talibãs.

Os diplomatas esperam que essas conversações possam ocorrer até ao final do mês, mas ainda não foram anunciados pormenores sobre essas discussões.

Até agora, os talibãs sempre se recusaram a falar com o Governo afegão, exceto numa reunião no início de julho em Doha, na qual representantes do Governo haviam participado "a título pessoal".

Mesmo durante as negociações entre os Estados Unidos e os talibãs, a violência no Afeganistão continua.

Os civis continuam a morrer a uma taxa "inaceitável", denunciou recentemente a missão da ONU, sublinhando que 1.500 pessoas civis foram mortas ou feridas somente em julho.

No domingo, duas pessoas foram mortas num ataque bombista, reivindicado por um ramo do grupo extremista muçulmano Estado Islâmico contra um autocarro que transportava funcionários de uma estação privada de rádio e televisão no Afeganistão.

No sul do país, pelo menos sete polícias foram mortos depois de outro grupo de polícias, aparentemente leais aos talibãs, abrir fogo, segundo as autoridades.

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