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Alemanha e Japão desejam manter relações próximas com Reino Unido

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse hoje que quer continuar uma "amizade próxima" com o Reino Unido sob a liderança do seu futuro primeiro-ministro, Boris Johnson, enquanto o líder do Governo do Japão, Shinzo Abe, pediu para que sejam minimizados os efeitos do 'Brexit'.

Alemanha e Japão desejam manter relações próximas com Reino Unido

"Dou os parabéns a Boris Johnson e espero uma boa cooperação entre os nossos dois países, que devem continuar unidos por uma amizade próxima", escreveu a chanceler alemã na sua conta pessoal da rede social Twitter.

No dia em que se soube da escolha de Boris Johnson para primeiro-ministro britânico, também o líder do Governo do Japão saudou o dirigente Conservador, pedindo-lhe para minimizar os efeitos do Brexit sobre as empresas japonesas.

Na sua mensagem de congratulações, Shinzo Abe disse a Johnson que espera continuar a cooperar com o Reino Unido em questões de segurança e noutras áreas, aprofundando ainda mais a amizade entre os dois países.

Abe expressou o seu desejo de que o Reino Unido prossiga com a sua economia livre e ativa na Europa, não descurando os interesses comerciais das empresas japonesas, que estão apreensivas com o resultado do Brexit.

O primeiro-ministro do Japão disse mesmo que esperava uma saída ordenada, com um acordo, do Reino Unido da União Europeia, o que, explicou, contribuirá para minimizar os efeitos do Brexit na economia mundial.

O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros Boris Johnson foi hoje declarado em Londres o vencedor da eleição para a liderança no partido Conservador, e vai suceder a Theresa May à frente do Governo, na quarta-feira.

Boris Johnson ganhou com 92.153 votos (66,3%), enquanto o outro candidato finalista, o atual ministro dos Negócios Estrangeiros, Jeremy Hunt, reuniu apenas 46.656 votos (32,7%).

O resultado é o desfecho de um processo que se prolongou por seis semanas e decidido pelo voto limitado a cerca de 160 mil militantes do partido Conservador.

Foi desencadeado pela renúncia de Theresa May à liderança do partido a 7 de junho devido à dificuldade em fazer aprovar no parlamento o acordo de saída para o Brexit que concluiu em novembro com Bruxelas.

Boris Johnson só será nomeado primeiro-ministro pela rainha Isabel II após a demissão de Theresa May, na tarde de quarta-feira, após o debate semanal com os deputados na Câmara dos Comuns.

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