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Irão pede ajuda para lutar contra ataques sauditas no Iémen

O Irão pediu hoje à comunidade internacional que atue para impedir mais ataques sauditas no Iémen, depois de estes matarem pelo menos quatro pessoas na quinta-feira, segundo a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF).

Irão pede ajuda para lutar contra ataques sauditas no Iémen
Notícias ao Minuto

10:57 - 17/05/19 por Lusa

Mundo Guerra

"Pedimos à comunidade internacional e às organizações de direitos humanos que ajam de acordo com seus compromissos e evitem, por todos os meios, que tais crimes ocorram" no Iémen, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Abbas Moussavi, em mensagens no Telegram.

A coligação liderada pelos sauditas, que está a intervir militarmente no Iémen em apoio às forças pró-governo e contra os rebeldes Huthis, fez ataques aéreos na quinta-feira contra a capital controlada pelos rebeldes.

A MSF relatou pelo menos quatro mortos e 48 feridos, mas um médico de um hospital em Sana declarou que seis corpos haviam chegado ao centro hospitalar.

Os ataques sauditas ocorreram dois dias depois de um ataque a um oleoduto saudita reivindicado pelos rebeldes iemenitas, tendo Riade acusado o Irão de ser diretamente responsável pelo incidente.

Teerão não respondeu a essas acusações.

Por outro lado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano estimou que os países que fornecem armas à coligação militar que intervém no Iémen têm "uma responsabilidade compartilhada" pelos ataques a Sanaa.

"Os países que apoiam as forças do agressor no Iémen devem ser responsabilizados", referiu o Ministério iraniano.

O Irão, xiita, e a Arábia Saudita, sunita, são as duas grandes potências rivais do Médio Oriente.

Os sauditas são um dos principais aliados dos norte-americanos na região, enquanto o Governo de Donald Trump vê o Irão como o seu pior inimigo.

Riade interveio militarmente no Iémen desde 2015, após a conquista pelos Huthis de grandes partes do território, incluindo a capital Sana. Os rebeldes são apoiados politicamente pelo Irão, que afirma não lhes fornecer armas.

O conflito matou dezenas de milhares de pessoas, incluindo muitos civis, segundo várias organizações humanitárias.

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