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Vice-primeiro-ministro diz que atirador enfrenta prisão em isolamento

O vice-primeiro-ministro neozelandês afirmou hoje que o atirador acusado de matar 50 pessoas em duas mesquitas passaria o resto da sua vida em isolamento na prisão e pediu solidariedade para erradicar "ideologias cheias de ódio".

Vice-primeiro-ministro diz que atirador enfrenta prisão em isolamento

Winston Peters discursava numa reunião da Organização de Cooperação Islâmica (OCI), em Istambul, convocada na sequência dos ataques terroristas contra as duas mesquitas de Christchurch, na Nova Zelândia.

O vice-primeiro-ministro neozelandês indicou aos representantes das nações muçulmanas que "nenhuma punição pode igualar a depravação" do crime, contudo "as famílias das vítimas mortais terão justiça".

Também presente na reunião da OIC, o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, elogiou a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, referindo que a sua "reação, a empatia demonstrada e a sua solidariedade com os muçulmanos" deveriam servir de exemplo para todos os líderes.

Erdogan criticou políticos populistas que encorajaram ataques a muçulmanos e a refugiados.

"Políticos que abrem o seu caminho para o poder alienando muçulmanos e criando inimigos a partir dos refugiados devem controlar-se", salientou.

O Presidente turco também pediu que grupos neonazis sejam considerados terroristas.

"Se não mostrarmos a nossa reação de maneira forte, o vírus neonazista irá apoderar-se ainda mais do corpo. Se não levantarmos as nossas vozes, os Governos ocidentais não irão perturbar o seu conforto", acrescentou.

Os países muçulmanos pediram hoje à comunidade internacional que tome "medidas concretas" contra a islamofobia, após o massacre na Nova Zelândia.

A OCI pediu "medidas concretas, abrangentes e sistemáticas para remediar para este flagelo".

A organização pan-islâmica também convocou os países onde as comunidades muçulmanas vivem para "se absterem de quaisquer políticas, declarações ou atos associando o islamismo ao terrorismo e ao extremismo".

A OCI pediu ainda aos Governos de todo o mundo que "garantam a liberdade de culto" aos muçulmanos e "não imponham restrições aos seus direitos e liberdades".

Os países muçulmanos também propuseram criar um 'Dia Mundial da Solidariedade contra a Islamofobia', a 15 de março, o dia do ataque às duas mesquitas em Christchurch.

A polícia da Nova Zelândia anunciou na quarta-feira que identificou as 50 vítimas mortais do duplo ataque às mesquitas de Christchurch, na passada sexta-feira.

Brenton Tarrant, um australiano nacionalista branco de 28 anos reivindicou a responsabilidade pelos ataques às mesquitas Al Noor e Linwood, na terceira maior cidade da Nova Zelândia.

Além de divulgar um manifesto anti-imigrantes de 74 páginas, Tarrant transmitiu em direto na Internet o momento do ataque.

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