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Iémen aprova lei que pede a Trump fim do apoio militar à Arábia Saudita

A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou hoje uma lei que exige ao Presidente, Donald Trump, que retire o apoio militar fornecido à Arábia Saudita na guerra do Iémen após a polémica em torno do assassinato do jornalista saudita Khashoggi.

Iémen aprova lei que pede a Trump fim do apoio militar à Arábia Saudita
Notícias ao Minuto

23:50 - 13/02/19 por Lusa

Mundo Representantes

A votação (248-177) na câmara baixa, controlada pelos democratas, coloca agora pressão no Senado, de maioria republicana, que já se pronunciou em dezembro contra o apoio militar à Arábia Saudita.

Na votação de hoje, 18 deputados republicanos da Câmara dos Representantes votaram com a maioria democrata.

Em dezembro, o Senado votou a favor (56-41) de uma resolução que solicitava a mesma medida ao republicano Donald Trump, apesar de na ocasião ter sido bloqueada pela câmara baixa, então com maioria republicana.

O voto no Senado, dominado nesse momento pelos republicanos, constituiu um barómetro sobre a forma como os legisladores concebem a relação entre Washington e Riade após o assassinato de Jamal Khashoggi em 02 de outubro.

Trump definiu a Arábia Saudita como um grande aliado na região e opôs-se a que o assassinato de Khashoggi alterasse as relações entre os dois países, pelo que a aprovação desta medida significou um revés político da sua abordagem.

Além da retirada das tropas, o Senado acrescentou em dezembro outra resolução para assinalar o príncipe herdeiro saudita, Mohammad bin Salman, como "responsável" do assassinato de Khashoggi.

O eventual acordo do Senado à legislação hoje aprovada na Câmara dos Representantes poderá implicar o primeiro veto presidencial de Trump, de acordo com os 'media' locais.

O conflito armado no Iémen foi desencadeado em 2014, quando os rebeldes Huthis apoiados pelo Irão ocuparam a capital Sanaa e diversas províncias do país.

O conflito agravou-se após o envolvimento no conflito de uma coligação árabe liderada pelos sauditas e apoiada pelos Estados Unidos, uma intervenção iniciada em março de 2015 e assinalada por bombardeamentos aéreos que provocaram a morte de muitas dezenas de civis.

As Nações Unidas consideram que este conflito provocou a pior crise humanitária do mundo. Em 11 de fevereiro, a organização mundial advertiu que não consegue aceder há cinco meses a diversas instalações no Iémen com alimentos que estão em risco de degradação e destinados a 3,7 milhões de pessoas.

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