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Os cães estão proibidos de ladrar nesta zona de França. Sim, leu bem

O ladrar prolongado ou repetitivo de um cão pode levar o dono a ter de pagar uma multa de 68 euros.

Os cães estão proibidos de ladrar nesta zona de França. Sim, leu bem

O autarca da comuna francesa de Feuquières decretou uma proibição contra o ladrar excessivo de cães, numa tentativa de reduzir a poluição sonora canina. A partir desta segunda-feira, os donos de cães que sejam responsáveis por um ladrar "prolongado ou repetitivo" incorrem numa multa de 68 euros.

Jean-Pierre Estienne explicou que a proibição surge em resposta aos cães que "ladram noite e dia", pois criam uma "situação insuportável" na vila.

"O objetivo não é banir os cães e não vão vamos multar as pessoas ao primeiro indício de barulho", explicou ao Le Parisien. "A cidade não tem nada contra cães mas quando decidirem tê-los, têm de os educar", acrescentou.

Aprovado pelo concelho local no início do mês de fevereiro, o decreto proíbe os cães de ficarem em áreas fechadas sem os donos por perto para evitar o "ladrar prolongado e repetitivo". Os cães mais enérgicos também têm de ser mantidos dentro das habitações se o seu comportamento "perturbar o descanso ou relaxamento" dos habitantes de Feuquières. A comuna tem uma população de 1.400 pessoas.

Quem não cumprir receberá uma multa por cada queixa feita contra si. O documento é o seguimento de uma petição feita pelos habitantes contra um residente em particular.

"Tem muitos cães, alguns grandes. Fizemos várias tentativas de estabelecer diálogo, mas sem sucesso", revelou o autarca. "Se tomei esta decisão, é porque não encontrámos outra saída. Não podia ficar sentado sem fazer nada", disse.

O decreto já foi criticado pelos ativistas dos direitos dos animais. Stéphane Lamart, a presidente da Associação de Defesa dos Direitos dos Animais, em declarações ao Le Monde, condenou a medida. "Mais vale impedir os sinos da igreja de tocarem ao domingo de manhã", disse. A dirigente pretende agora lançar um apelo ao tribunal local para reverter a decisão.

Esta não é a primeira vez que as autoridades francesas tentam atenuar os decibéis caninos. Em 2012, a comuna de Sainte-Foy-la-Grande passou um decreto que proibia qualquer ladrar excessivo que perturbasse a ordem pública.

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