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Irão lança as cerimónias do 40.º aniversário da Revolução Islâmica

O Irão lançou hoje as cerimónias dos 40 anos da Revolução Islâmica com cantos à glória do Islão e da nação e 'slogans' anti-norte-americanos ou contra a dinastia saudita.

Irão lança as cerimónias do 40.º aniversário da Revolução Islâmica
Notícias ao Minuto

12:54 - 01/02/19 por Lusa

Mundo Teerão

Segurando bandeiras iranianas, milhares de pessoas concentraram-se junto ao mausoléu do imã Khomeini em Teerão, respondendo a um apelo das autoridades, constatou a agência France Presse.

Como todos os anos, as celebrações começaram às 09:33 (06:03 em Lisboa), a hora a que chegou a Teerão, a 01 de fevereiro de 1979, o avião da Air France que trouxe de um exílio de mais de 14 anos o ayatollah Ruhollah Khomeini, primeiro Líder Supremo da República Islâmica.

Habitualmente o "sino da revolução" toca aquela hora em todas as escolas do país no dia 01 de fevereiro, mas este ano tocará no sábado dado hoje ser o dia de descanso semanal no Irão.

No mausoléu do "pai" da República Islâmica, um coro masculino entoa um hino: "Irão, lugar de esperança, o nosso guia o guia dos homens livres (...) Graças ao 'velayat' ('o governo do jurista muçulmano', modelo político teorizado por Khomeini) estamos vivos e perduramos".

Cerca de 200 estudantes vestidos com as cores nacionais, verde, branco e vermelho, formam uma bandeira.

Sentado num palanque sob os retratos de Khomeini e do atual Líder Supremo, Ali Khamenei, o presidente da Assembleia dos Peritos, ayatollah Ahmad Jannati, dirige-se à multidão repetindo os anátemas clássicos contra os Estados Unidos.

"Amaldiçoados sejam os que pensam erradamente que não podemos dirigir este país sem a ajuda dos Estados Unidos", diz o clérigo nonagenário.

"O poder da América está em declínio, não devemos ter medo da América", adianta o presidente da instituição que nomeia o Líder Supremo do Irão.

Os participantes não deixam de gritar os 'slogans' rituais em tais circunstâncias: "Morte à América", "Morte a Israel", "Morte aos Saud" (a dinastia saudita).

No Irão, o 01 de fevereiro marca o primeiro dia da "década da aurora", o período de 10 dias entre o regresso de Khomeini e a vitória da Revolução, a 11 de fevereiro de 1979.

Há várias semanas que a televisão estatal multiplica as emissões dedicadas à revolução e aos 40 anos de história da República Islâmica, proclamada a 01 de abril de 1979.

As Forças Armadas organizaram duas exposições na capital para mostrar todas as armas concebidas pelo Irão nos últimos 40 anos, mas este aniversário ocorre num período de dificuldades económicas para o país.

Os esperados benefícios comerciais e financeiros do acordo sobre o nuclear assinado em 2015 com a comunidade internacional não se chegaram a concretizar e o país sofre com o restabelecimento das sanções norte-americanas após a retirada unilateral dos Estados Unidos daquele pacto em 2018.

Na conta oficial do governo na rede social Twitter, a mensagem do Presidente Hassan Rohani é: "Confiar no povo era a maior qualidade do imã" Khomeini.

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