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Países árabes irão reconhecer e cooperar com Israel

O embaixador israelita em Portugal pensa que no futuro os países árabes vão reconhecer Israel e cooperar com o Estado hebreu porque perceberão "que não há outro caminho" para o Médio Oriente.

Países árabes irão reconhecer e cooperar com Israel

"Hoje temos diálogo com muitos regimes árabes, ainda que não tenhamos relações diplomáticas oficiais ou embaixadas. Mas muitos regimes e países no Médio Oriente estão desejosos de ter negócios connosco e partilhar ideias", declarou Raphael Gamzou em entrevista à agência Lusa.

"A questão iraniana aproxima-nos (...) Eles veem como nós a ameaça do Irão, alguns já são vítimas das atividades subversivas do regime iraniano e da presença do Irão no Iémen, na Síria, no Líbano, o que não é bom para estes países nem para os seus vizinhos", disse Gamzou.

Entre os países árabes, Israel só tem relações diplomáticas com o Egito e a Jordânia, mas o primeiro-ministro israelita tem proclamado que as novas realidades regionais, a começar pela expansão da influência do Irão (que o Estado hebreu vê como uma "ameaça existencial"), criam uma convergência de interesses e o país tem estado envolvido numa ofensiva diplomática junto dos Estados do Golfo.

Benjamin Netanyahu esteve em Omã, no dia 25 de outubro, onde foi recebido pelo sultão Qabous ben Saïd, no primeiro encontro a este nível entre os dois países desde 1996.

Desde então, a ministra da Cultura e Desporto israelita, Miri Regev, visitou a grande mesquita Sheikh Zayed de Abu Dhabi, quando se deslocou ao emirado para acompanhar a equipa nacional de judo ao Grand Slam de Abu Dhabi, e o ministro das Comunicações, Ayub Kara, esteve no Dubai para uma conferência internacional sobre cibersegurança.

O ministro dos Transportes israelita, Yisrael Katz, por seu turno, apresentou há duas semanas em Mascate, Omã, um projeto de uma linha ferroviária ligando o Mediterrâneo aos países do Golfo através do seu país.

Historicamente os países árabes apontavam a solução da questão palestiniana como condição para uma normalização de relações com Israel e o embaixador israelita disse pensar que "a nível oficial ainda existe um compromisso com a causa palestiniana".

"Eles gostavam que os palestinianos se sentassem à mesa das negociações com Israel, como eu gostava, e de verem progressos na direção de uma solução. Este é o interesse de muitos regimes e países árabes", adiantou.

O processo de paz entre israelitas e palestinianos encontra-se há anos num impasse e, apesar do Presidente norte-americano, Donald Trump, ter prometido apresentar um plano, o reconhecimento que fez há um ano de Jerusalém como capital de Israel levou a Autoridade Palestiniana a acusá-lo de parcialidade e a recusar o papel de mediador dos Estados Unidos.

O panorama não impede o embaixador de Israel em Portugal de confiar que os países árabes chegarão "à mesma conclusão que (o Presidente do Egito Anwar) Sadat em 1977".

Depois de em 1973 combater Israel na guerra do Yom Kippur, Sadat foi em 1977 o primeiro líder árabe a visitar o país oficialmente e a reconhecer o Estado hebreu, apesar de "muito criticado por os outros líderes árabes".

"Sadat disse em 1977, eles (os seus críticos) perceberão um dia, levará algum tempo, que não há outro caminho do que reconhecer Israel, viver em paz com Israel e cooperar com Israel", salientou.

Raphael Gamzou pensa do mesmo modo, que outros líderes árabes também chegarão à conclusão "de que o pequeno Israel não representa qualquer ameaça para a existência dos seus países".

"Pelo contrário, Israel pode ser muito útil, fonte de inspiração para eles, e este é o Médio Oriente que vejo no futuro", disse ainda.

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