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Merkel vista Chemnitz três meses após violências racistas

A chanceler Angela Merkel deslocou-se hoje a Chemnitz três meses após as violências racistas nesta cidade da ex-Alemanha de Leste e onde, sob pressão dos habitantes, defendeu a sua política de acolhimento de migrantes de 2015.

Merkel vista Chemnitz três meses após violências racistas
Notícias ao Minuto

19:25 - 16/11/18 por Lusa

Mundo Alemanha

No final de agosto, ocorreram nesta cidade da Saxónia manifestações anti-migrantes e "caça" aos estrangeiros denunciadas pela própria chanceler, na sequência da morte de um alemão com as suspeitas apontadas a dois requerentes de asilo sírio e iraquiano.

Merkel, que foi muito criticada por ter aguardado três meses antes de visitar a cidade, justificou-se durante um debate com os leitores do jornal Freie Presse, explicando não pretender que a sua visita suscitasse novas tensões e que aguardava a diminuição da tensão. No entanto, pretendia comparecer para obter "uma impressão pessoal", como assegurou.

Merkel, também originária da Alemanha de Leste, onde permanecem concentrados uma parte importante dos problemas do país, apelou aos seus habitantes, que muitas vezes se consideram "cidadãos de segunda", a terem "orgulho" na sua origem.

No entanto, pressionada pelas perguntas dos leitores sobre a sua decisão de 2015 em abrir as fronteiras do país a mais de um milhão de refugiados sírios e iraquianos, foi forçada a defender a sua posição e a reconhecer algumas falhas.

Na sua perspetiva, o "erro" não consistiu em ajudar os refugiados, mas antes não se ter ocupado a tempo dos países e das regiões de origem.

Também justificou a sua famosa frase pronunciada no início de setembro de 2015 -- "Vamos conseguir" --, que depois lhe foi censurada, explicando pretender dizer que a Alemanha já tinha ultrapassado outros desafios, e que iria também consegui-lo nesse momento.

A dirigente alemã, que se vai retirar da vida política o mais tardar em 2012, também lamentou a inexistência de progresso no Bundesrat (câmara alta) na definição dos países de origem seguros, e cujos cidadãos não estão incluídos no direito de asilo.

Merkel também defendeu o Pacto Mundial das Nações Unidas sobre as migrações, que deve ser adotado até ao final de 2018.

Este pacto, prometeu, não colocará em causa a "soberania" dos Estados neste domínio.

"Cada um tem o direito de fazer as suas próprias leis" apesar do futuro pacto, assegurou Merkel, apelando à rejeição "daqueles que difundem o ódio".

Para o final da tarde estava prevista uma nova concentração da extrema-direita em Chemnitz.

Os primeiros manifestantes, que começaram a juntar-se ao início da tarde, exibiam as cores vermelha, negra e branca evocando o nazismo, e inscrições em letras góticas "Heil Merkel!".

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