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É "uma indecência" Sérgio Moro ser ministro da Justiça de Bolsonaro

A atualidade do Brasil não escapou ao espaço de comentário de Marques Mendes na SIC.

É "uma indecência" Sérgio Moro ser ministro da Justiça de Bolsonaro
Notícias ao Minuto

22:55 - 04/11/18 por Pedro Filipe Pina 

Mundo Marques Mendes

Sérgio Moro foi o juiz responsável pela fase instrutória do mega-processo Lava Jato e pela condenação em primeira instância do ex-presidente do brasileiro Lula da Silva, por corrupção.

Em 2016 e 2017, em diferentes intervenções públicas e entrevistas, Sérgio Moro afirmou que não tinha ambições políticas, sugerindo inclusive que assumir uma carreira política poderia até "colocar em dúvida a integridade do trabalho" realizado enquanto juiz.

Apesar destas declarações, e numa altura em que o Brasil vive tensões políticas e o rescaldo da mais polarizada campanha das últimas décadas, Sérgio Moro aceitou ser o ministro da Justiça do executivo de Jair Bolsonaro. 

Marque Mendes foi taxativo a caracterizar o caso: "Acho isto uma indecência".

"Em primeiro lugar, isto vem legitimar as acusações que existiam que o juiz estava na prática a ajudar o futuro presidente Bolsonaro, porque estava a 'decapitar' o PT ao meter Lula da Silva na cadeia para não poder candidatar-se". 

Recorde-se que Lula da Silva, mesmo após ser detido, continuou a liderar sondagens até que foi oficial e definitivamente afastado da possibilidade de se candidatar. Fernando Haddad substituiu-o na candidatura do PT às presidenciais mas acabou por perder na segunda volta para Jair Bolsonaro.

Marques Mendes prosseguiu com o seu segundo ponto, desta vez centrando-se nas incongruências do famoso juiz.

"Ele tinha dito várias vezes que 'carreira política nem pensar'. Separar a política da Justiça. Na prática, [Sérgio Moro], está também a legitimar a ideia daqueles que diziam 'ora, ora, ele está é a fazer este protagonismo na Justiça para usar isto como um trampolim para uma carreira política'".

"A indecência", pormenorizou Marques Mendes, "é do presidente [Bolsonaro], que não o devia convidar, é dele, que não devia aceitar, é um exercício de oportunismo; e é uma indecência porque é péssimo para a imagem do Brasil, par a imagem da democracia, do Estado de Direito e da credibilidade da Justiça".

Marques Mendes finalizou o comentário sobre este tema com a alusão a outros 'superjuizes' que depois de se destacarem na Justiça em casos de relevo social e político procuraram prosseguir a carreira na política.

"O juiz Di Pietro, em Itália, depois da operação Mãos Limpas, também se quis envolver na política, Baltasar Garzón, em Espanha, idem aspas. Falta aqui" - disse com humor - "o nosso [juiz] Carlos Alexandre, que ao menos merece esse cumprimento: nunca se envolveu na vida política, e muito bem, e espero que continue dessa maneira".

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