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Baleou duas mulheres porque elas são "incompetentes" a conduzir

Nicholas Dagostino está acusado de duas tentativas de homicídio,em crimes cometidos em circunstâncias semelhantes em março e julho. Autoridades acreditam que crimes foram motivados pelo ódio do atirador.

Baleou duas mulheres porque elas são "incompetentes" a conduzir

Um cidadão norte-americano terá baleado duas mulheres porque não gostou da forma como estas conduzem. Quem o diz é o Washington Post, que cita documentos que obteve junto do tribunal do Texas, onde o caso de Nicholas Dagostino está a ser julgado.

As autoridades ligam o nome de Dagostino a dois tiroteios, um em março e outro em julho, em que duas mulheres ficaram feridas depois de serem baleadas enquanto conduziam.

Segundo os documentos do tribunal, Nicholas Dagostino tinha “uma visão muito obscura das mulheres”, que considera “incompetentes” e cujo único propósito nas suas vidas é “dar à luz crianças do sexo masculino”.

O primeiro caso aconteceu numa estação de serviço. Uma mulher disse à polícia que estava a sair do local quando ouviu um barulho e depois sentiu dor. Tinha sido baleada no braço direito. Pouco depois, viu um homem numa carrinha verde a olhar para ela, antes de abandonar o local.

Cerca de quatro meses depois deste incidente, em julho, uma mulher estava a lavar o carro numa estação de serviço quando, tal como no caso relatado anteriormente, ouviu um barulho e sentiu dor no braço. Inicialmente, pensou que tinha sido uma pedra, mas depois percebeu que tinha sido uma bala.

As imagens captadas pelas câmaras de videovigilância permitiram que as autoridades chegassem até Nicholas Dagostino, concluindo que o homem de 29 esteve nos dois tiroteios.

Dagostino nega as acusações e garante que agiu em legítima defesa nos dois casos. Já o advogado diz que a ideia de que os crimes foram cometidos devido ao ódio contra as mulheres é apenas uma suposição, mas reconhece que o seu cliente necessita de ajuda psicológica.

Nicholas Dagostino está acusado de duas tentativas de homicídio e está sob custódia das autoridades, com uma fiança de 200 mil dólares.

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