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Dia Mundial da Prevenção do Suicídio: "Há sempre saídas de emergência"

A propósito do Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, que se assinala no sábado, Miguel Ricou, presidente do Conselho de Especialidade de Psicologia Clínica e da Saúde da Ordem dos Psicólogos Portugueses, é o convidado desta sexta-feira do Vozes ao Minuto.

Dia Mundial da Prevenção do Suicídio: "Há sempre saídas de emergência"

Anualmente, a 10 de setembro, assinala-se o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, um assunto que ainda é, para muitos, tabu. Para marcar a ocasião, falamos com Miguel Ricou, presidente do Conselho de Especialidade de Psicologia Clínica e da Saúde da Ordem dos Psicólogos Portugueses, sobre a importância da prevenção e o que se deve, ou não, fazer e dizer. 

Em entrevista ao Lifestyle ao Minuto, o especialista afirma que a prevenção, assim como a procura de ajuda são essenciais, porque "a esmagadora maioria das pessoas ia mudar de ideias se tivesse tido oportunidades".

Ainda assim, reforça, o suicídio é algo muito complexo, onde se inserem fenómenos muito distintos, nomeadamente, a intenção suicida, a tentativa de suicídio e o suicídio. Acrescentando que "há demasiados suicídios", sublinha que "são muito menos do que aquilo que são os fenómenos de intenção e tentativa de suicídio".

Suicídio é algo raro, mas a intenção de morte é bastante frequente

Qual é a importância do Dia Mundial da Prevenção do Suicídio? Qual é a melhor forma de assinalar a data?

A importância é falar do assunto. Todos temos a perceção de que este é um tema difícil para as pessoas e, por isso, é dado a muitos mitos, falsos conceitos e falsas ideias. Portanto, a primeira coisa importante é, de facto, contribuir para diminuir o estigma. Perceber que as pessoas que passam por estes processos e por estas dimensões são pessoas como outras quaisquer que, como em qualquer outra doença ou problema, as coisas se encaminharam neste sentido. É muito mais um conjunto de acasos infelizes do que algo que tenha a ver com o caráter da pessoa, ou com a pessoa ser forte ou fraca, ou boa ou má, ou seja lá o que for. Isto é a primeira coisa importante porque, inevitavelmente, é isso que, logo à partida, diminui a possibilidade ou a probabilidade das pessoas procurarem ajuda. E isso é das coisas mais importantes, é as pessoas conseguirem procurar ajuda. Se conseguíssemos falar destas coisas abertamente, e é evidente que não o vamos conseguir nunca, seria altamente preventivo. Nesta perspetiva tem, em primeiro lugar, essa vantagem.

É importante que as pessoas não se assustem pelo facto de lhes passar pela cabeça que querem morrer porque isso não significa que assim seja e que vão, necessariamente, fazer uma tentativa de suicídio.

Depois, estas comemorações são importantes porque os próprios media, e os canais de comunicação, podem ter um papel importante na própria prevenção do suicídio. Tal como também podem ter o papel contrário, por isso, é que hoje em dia, em tudo o que são notícias de suicídio, que são sempre evitadas e construídas de formas muito específicas, é preciso ter uma série de cuidados e é obrigatório pôr, no fim, um conjunto de recursos. Porque se descobriu, já há muito tempo, que quando há notícias destas (que partilham detalhes pessoais, a forma como foi feito, etc.), existe uma tendência à repetição destes comportamentos, uma espécie de ‘suicídio por imitação’. Chama-se 'Werther effect'*.

Também existe o efeito contrário, ao qual chamam ‘Papageno effect’. É o nome de uma personagem de uma ópera de Mozart, que ia cometer suicídio e as outras personagens mostram uma forma diferente de resolver os seus problemas. O que significa que, quando damos histórias de pessoas que passaram pelo problema e que conseguiram recuperar, lidar e encontrar ajuda, isso é altamente preventivo. É uma forma de mostrar que isto tem saídas porque uma coisa é as pessoas terem pensamentos suicidas, outra coisa é as pessoas fazerem tentativas de suicídio, ou mesmo consumarem as tentativas. São fenómenos diferentes. É importante que as pessoas não se assustem pelo facto de lhes passar pela cabeça que querem morrer porque isso não significa que assim seja e que vão, necessariamente, fazer uma tentativa de suicídio ou qualquer coisa do género.

*Conceito que surgiu após a publicação do livro 'The Sorrows of Young Werther', escrito por Goethe, usado para descrever um aumento no número de suicídios, após relatos feitos pelos media, sobre suicídios.

O melhor, no sentido da prevenção do suicídio - não tenho dúvidas - era noticiar o menos possível. Qual é o problema das figuras públicas? São muito mais escrutinadas, as pessoas prestam mais atenção e têm até um muito maior risco de identificação com elas.

Segundo um estudo, publicado recentemente, o assunto é tabu entre os meios de comunicação social portugueses – excluindo quando acontece com pessoas mais conhecidas, há divisão entre quem acha que as notícias sobre suicídios devem ser dadas e quem acha que não. Qual é a sua posição?

O melhor, no sentido da prevenção do suicídio - não tenho dúvidas - era noticiar o menos possível. Qual é o problema das figuras públicas? São muito mais escrutinadas, as pessoas prestam mais atenção e têm até um muito maior risco de identificação com elas. As pessoas, sobretudo mais jovens, mas não só, mais facilmente se identificam com essas pessoas e, portanto, nesse sentido o tal efeito de imitação do suicídio pode acontecer com maior frequência.

É importante perceber o que é este efeito de imitação e como é que isto aparece. Quando se tem intenção suicida devemos considerar, aliás é considerado na literatura científica, um fenómeno diferente. Digo muitas vezes aos meus pacientes que o facto de pensarem em suicídio não quer dizer que se queiram suicidar. Pode parecer paradoxal e estranho, mas é absolutamente verdade: pensamento suicida, em si mesmo, é a procura de uma saída e solução. É natural que o cérebro nos dê essas soluções, em situações onde nos sentimos desesperados, mas isso não significa que a pessoa queira essa solução.

Portanto, às vezes ao identificarem-se com alguém, seja da população geral, seja de figuras que as pessoas admiram, podem sentir que, de alguma forma, aquilo é um ato de coragem, que pode funcionar, e se aquela pessoa fez e conseguiu, libertou-se. Pode, mais facilmente, promover e dar coragem e motivação à pessoa para o conseguir fazer. É neste sentido que isto é perigoso, portanto, nesta perspetiva, o ideal seria [não noticiar]. 

Todos compreendemos que isto hoje é muito difícil, no ponto de vista prático, na forma como o mundo funciona e no ponto de vista da comunicação. Às vezes mais vale uma comunicação bem feita do que depois haver um conjunto de comunicações mal feitas. Pessoas que não são mediáticas, o ideal é nem falar no assunto, porque não tem interesse, não traz nenhuma vantagem a ninguém e ainda temos de pensar depois nos próprios familiares das pessoas. Evidentemente, a gente percebe que quando são figuras, altamente mediáticas, isto torna-se mais difícil e mais complexo. Mais vale fazer notícias que explorem as outras dimensões, as alternativas, mas sabemos que tudo isto é difícil no mundo de hoje. Sem dúvida nenhuma, é importante sermos conscientes porque uma coisa é informar, outra coisa é causar impacto negativo nas pessoas.

No entanto, o que poderá ser mais grave: o efeito gatilho (acontecerem clusters de suicídios quando se noticia um) ou o facto de o assunto permanecer um tabu entre um grupo de pessoas que necessita de falar?

O que nós estamos a fazer hoje é uma boa forma preventiva dos media trabalharem o suicídio, no sentido positivo, para se falar do assunto. Ao dar notícias de pessoas que se suicidaram, como é que controlamos o impacto que tem nas pessoas? Uns vão achar que é um ato de coragem, outros vão achar que é um ato de cobardia, outros vão achar que é um ato de desespero. A gente acha tudo e assim temos um maior descontrolo naquilo que são os impactos.

Suicídio é algo raro, mas a intenção de morte é bastante frequente, portanto, é importante que as pessoas consigam interpretar esses seus pensamentos de uma forma mais protetora e que percebam que é algo que, naturalmente, passa. Tem muito mais a ver com estados emocionais do que com factos. As razões para o suicídio nunca existem, não fazem sentido. Na esmagadora maioria das vezes, é um ato de desespero. A pessoa fica com aquela visão ‘em túnel’ em que parece que a única opção é o suicídio, seja por doenças que tenham, seja por perdas cognitivas, porque se sentem frágeis, sozinhos, ou porque perderam o interesse em tudo na vida, aparentemente. Isto são sensações que se alteram quando há uma mudança emocional e as emoções, como eu costumo dizer, fluem e hoje estão de uma maneira, amanhã estão de outra. A intenção suicida é uma das decisões mais mutáveis ao longo do tempo.

Sinais? É uma questão um bocadinho falaciosa e é dar aos outros responsabilidade moral, que eles não têm

A que sinais devem estar atentas as pessoas mais próximas?

Nunca gostei muito, e gosto muito pouco, da questão dos sinais. É uma questão um bocadinho falaciosa e é dar aos outros responsabilidade moral, que eles não têm. Temos de nos lembrar que uma das consequências de um suicídio, ou das tentativas do suicídio, é a culpa nos familiares. Quando trabalhamos muito essa questão dos sinais, estamos a legitimar essa culpa “eu não estive atento”, “eu não percebi”, “eu não consegui ver”, “não devia ter dito aquilo”. Isto é mentira, para além da questão do suicídio ser impulsiva, e às vezes centrada naquele momento, é impossível prever de uma forma absoluta que isto vai acontecer. Evidentemente, as pessoas não estão sempre atentas e a pensar nisso. Uma das coisas que para mim é muito importante é aumentar a literacia sobre este assunto, seja para os próprios, seja para as pessoas em geral, mas de uma forma genérica, sobre o que isto é e não é.  

Há coisas que nós conseguimos perceber, por exemplo, quando as pessoas começam a falar do assunto, andam à procura de informação sobre formas de cometer suicídio. Juntarem medicação ou, de repente, começarem a dar coisas ou códigos de bancos, e outras informações deste género. Fazer despedidas, coisas mais emocionais, estarem mais agressivos, desesperados, sem esperança nenhuma no futuro. Quando há maior consumo de álcool do que o normal, o estar mais isolado: tudo isto são situações que são intuitivas e ajudam a perceber que alguma coisa está mal. Evidentemente, pode ser muito importante ajudar a pessoa a falar sobre isso, voltando a colocar o sublinhado na questão de que não podemos responsabilizar os outros. 

Então, procurar ajuda e saber que algo está mal é uma responsabilidade da própria pessoa?

Eu ponho a culpa exatamente da mesma maneira, seja para os outros, seja para o próprio. Não vamos pôr esse peso em cima das pessoas. Eu gosto de interpretar o suicídio, como outro acidente qualquer, uma manifestação de um processo que o levou ali e que, inevitavelmente, ninguém tem culpa. É evidente que houve uma série de coisas que correram mal e uma série de coincidências negativas que surgiram e que o levaram àquela circunstância. Aconteceu e temos que lidar com isso, sem procurar culpas, nem razões, nem o que se podia ter feito, nem o que se podia ter deixado de fazer. Deve-se colocar importância na prevenção genérica. Quando digo genérica não quero dizer que sejam campanhas de prevenção, necessariamente, é ir aos grupos de risco e trabalhar estas questões nas escolas, nas empresas. Serem assuntos que são abordados e trabalhados e que permitem, havendo depois recursos disponíveis, que as pessoas possam procurar ajuda. Porque, às vezes, é mais fácil falar sobre estas coisas com pessoas que não conhecemos do que com quem conhecemos, idealmente, com profissionais preparados. 

O que se devia fazer, em termos institucionais, para ajudar à prevenção?

A questão da literacia emocional é muito importante e programas gerais, sobre estas dimensões, deviam ser apresentados nas escolas, grandes empresas, etc. É importante promover o bem-estar, a saúde psicológica, nos seus contextos e condições de vida. Mas também um desenvolvimento dos serviços, com resposta eficaz para estes indivíduos, seja com tendência suicida, seja com as automutilações, questões que estão ligadas à mesma dimensão. Depois, a outro nível, é necessário desenvolver o serviço de apoio ao luto, para as consequências quando as coisas acontecem, porque vão sempre acontecer. E é importante continuar a fazer muita investigação sobre o tema, para conhecermos o máximo possível de indicadores, identificarmos situações de risco, etc.

[É ainda essencial] trabalhar os grupos prioritários, como crianças e jovens; indivíduos com perturbações de saúde mental; indivíduos com tentativas de suicídio anteriores, porque têm maior probabilidade de o tentar outra vez; indivíduos que já tiveram suicídios nas famílias; pessoas que consomem ou são dependentes de substâncias psicoativas; população prisional; e pessoas que vivem mais isoladas.

Processos de luto recentes, isolamento social, os sem-abrigo, e desempregados a longo prazo, são tudo pessoas que estão em risco.

Em termos de saúde, mental e física, quais são os outros fatores de risco que deixam alguém mais vulnerável a este tipo de situações? 

Na saúde mental, temos várias perturbações emocionais, depressão e ansiedade, assim como doenças mentais como esquizofrenia, doença bipolar. Portanto, a doença mental, genericamente, aumenta este risco porque mexe com o nosso estado emocional. Depois, processos de luto recentes, isolamento social, os sem-abrigo, e desempregados a longo prazo, são tudo pessoas que estão em risco.

As redes sociais têm algum papel nestes fatores de risco?

Sim, pelo motivo que dissemos há pouco, quando falamos dos media. Podem ser muito negativas, primeiro pela desinformação que trazem, mas também porque podem ser motivadoras, glorificadoras dessas coisas. As pessoas partilham informações como formas de o fazer e promovem ideias e caminhos para que isso possa acontecer.

Isto não é a limitação da autonomia das pessoas, o que está em causa aqui não é o direito, as pessoas têm direito a tudo o quanto há. O que estamos a dizer, olhando na perspetiva de saúde mental, é que a esmagadora maioria das pessoas ia mudar de ideias se tivesse tido oportunidades. Ninguém está aqui a limitar os direitos às pessoas, mas sim a proteger as pessoas de fazerem coisas que, evidentemente, serão prejudiciais. Todos nós sabemos que a vida hoje é uma e amanhã é outra. Isto, às vezes, muda até só com o nosso estado emocional na altura. 

Quando os pensamentos são mais intensos que tipo de ajuda se deve procurar? Deve ser algo que devem fazer sozinhos? Ou é positivo que alguém intervenha e ajude?

O que é importante é procurar ajuda, seja ela qual for, qualquer ajuda pode ser boa. É importante termos esta noção. Qualquer pessoa, um desconhecido na rua, pode ser uma ótima ajuda em determinado momento. Evidentemente, quanto mais fácil for o acesso à ajuda especializada, maior é o potencial de se conseguirem melhores resultados. Não é nenhuma garantia, como é evidente. É fundamental que esses serviços sejam acessíveis, por isso se criou, por exemplo, a linha do SNS 24, que está 24 horas por dia disponível e que pode ser um recurso. O INEM também faz isso desde sempre, o 112 também é um bom sítio para ligar numa situação de desespero. 

Numa situação de desespero, toda a gente serve, mas qualquer pessoa que tenha alguém, ou conheça alguém, que está com estas dificuldades, deve insistir o mais possível com esta pessoa para procurar ajuda. Uma coisa é o imediato e o emergente, depois é importante que sejam ajudadas, e a ajuda existe e resulta. A maior parte das pessoas recupera e não o faz [comete suicídio]. A maioria das pessoas que pensa em suicidar-se não se suicida. Há demasiados suicídios, para aquilo que nós gostaríamos, mas são muito menos do que aquilo que são os fenómenos de intenção e tentativa de suicídio. 

A reação é escutar, ouvir, aceitar, tentar compreender, estar disponível. Não criticar, não desvalorizar, não dizer o “não tens razão nenhuma para isso”.

Como é que se deve reagir quando se percebe que alguém tem pensamentos suicidas?

A reação é escutar, ouvir, aceitar, tentar compreender, estar disponível. Não criticar, não desvalorizar, não dizer o “não tens razão nenhuma para isso”. As pessoas têm muito a ideia de tentar desvalorizar, tornar pequeno o problema, para mostrar racionalmente à pessoa, que ela não tem razão para sentir aquilo. Isto é um erro, porque a motivação não é racional, ainda que a pessoa procure razões para justificar a sua vontade em suicidar-se. Funciona ao contrário, a ideia vem e a pessoa procura razões. Então, duvidar dessas razões, muitas vezes o que traz, é uma insistência na argumentação com essas razões tornando-as mais reais.

Não se deve discutir razões, é ajudar a pessoa a sentir-se compreendida, acompanhada e [dizer] que vai ter ajuda e que as coisas podem mudar e o que no dia seguinte pode ser diferente. Depois, evidentemente, orientar a pessoa a procurar ajuda especializada. É esta a lógica, a disponibilidade, a aceitação, a não crítica, no sentido de evitar dizer “tens filhos como é que podes pensar numa coisas dessas”. Esse não é o funcionamento, a pessoa já sabe isto, já lhe passou tudo pela cabeça e só faz sentir pior, mais ‘pequenino’ e incapaz. Porque vem, como resposta única, a tal ‘visão em túnel’ que falava. A pessoa acaba por se sentir ainda pior com ela própria e não o vai ajudar a ter vontade de viver. Nós temos vontade de viver quando sentimos que somos pessoas válidas, capazes e quando conseguimos fazer coisas que são importantes para nós e muitas vezes para os outros. É ajudar a pessoa a sentir-se melhor, pela ligação, por estarmos juntos, por sentir-se acompanhado. Esta é a ajuda que as pessoas podem e devem dar.

Algo que nós temos de trabalhar sempre muito, enquanto sociedade, é que nós não estamos sozinhos, vivemos em comunidade

Que conselhos daria a alguém com pensamentos suicidas?

Conselhos individuais dão-se a pessoas individuais, porque todas as pessoas são diferentes. Aquilo que se pode, e se deve dizer, é que há alternativas, outras soluções, a vida muda, as coisas mudam e que, nessa perspetiva, se a pessoa conseguir dar essa oportunidade vai voltar a ter vontade de viver. Por muitas que tenham sido as frustrações, os fracassos, e por muito que a pessoa sinta que não foi capaz, e que já aconteceu muitas vezes, existem sempre outros caminhos e alternativas. Há sempre uma saída de emergência. Algo que nós temos de trabalhar sempre muito, enquanto sociedade, é que nós não estamos sozinhos, vivemos em comunidade, e as pessoas têm toda a vontade de ajudar. Existe essa possibilidade e é isso que se deve procurar. Falar com a pessoa que está ao seu lado, não manter estas ideias para si, partilhá-las, discuti-las, porque só o falar disso com alguém pode ser muito terapêutico e pode começar a ajudar a desbloquear o problema.

Quão comum é o suicídio entre a população portuguesa? Quais são as faixas etárias mais afetadas?

As taxas de suicídio são mais elevadas nos homens e em adultos mais velhos. Em zonas rurais, mais isoladas, sentem-se mais sozinhos. Os homens escolhem, normalmente, métodos mais violentos e tendem mais a funcionar. As senhoras escolhem, muitas vezes, métodos menos violentos e tendem menos a funcionar. Temos mais tentativas de suicídio nas senhoras e mais suicídios nos homens. 

Também há taxas de suicídio elevadas nos jovens. É a segunda causa de morte nos jovens. Porque a doença mental nos jovens demora mais tempo a passar do que em pessoas mais velhas, porque têm, provavelmente, menos competências, menos experiência para lidar com determinadas sensações e estados emocionais.

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Se estiver a sofrer com alguma doença mental, tiver pensamentos auto-destrutivos ou simplesmente necessitar de falar com alguém, deverá consultar um psiquiatra, psicólogo ou clínico geral. Poderá ainda contactar uma destas entidades:

SOS Voz Amiga (entre as 16h e as 24h) -  213 544 545 (Número gratuito) - 912 802 669 - 963 524 660 

Conversa Amiga (entre as 15h e as 22h) - 808 237 327 (Número gratuito) e 210 027 159

SOS Estudante (entre as 20h e a 1h) - 239 484 020 - 915246060 - 969554545

Telefone da Esperança (entre as 20h e as 23h) - 222 080 707 

Telefone da Amizade (entre as 16h e as 23h) – 228 323 535

Todos estes contactos garantem anonimato tanto a quem liga como a quem atende. No SNS24 (808 24 24 24 - depois deve selecionar a opção 4), o contacto é assumido por profissionais de saúde. A linha do SNS24 funciona 24 horas por dia.

Leia Também: Suicídio e doença mental: 10 psiquiatras ajudam a combater o estigma

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