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Cientistas identificam anticorpos que podem neutralizar variante Ómicron

Uma equipa de cientistas identificou anticorpos com a capacidade de neutralizar a Ómicron e outras variantes da Covid-19.

Cientistas identificam anticorpos que podem neutralizar variante Ómicron
Notícias ao Minuto

07:27 - 29/12/21 por Notícias ao Minuto

Lifestyle Coronavírus

De acordo com um novo estudo, um grupo de investigadores internacionais apurou que certos anticorpos podem atingir áreas da proteína espícula ('spike') do vírus que não sofrem alterações significativas à medida que o patógeno sofre mutações.

Os achados foram publicados a 23 de dezembro na revista científica Nature e citados pela CTV News.

O projeto de pesquisa foi liderado por David Veelser, um investigador do Howard Hughes Medical Institute, e Davide Corti da Humabs Biomed, uma subsidiária da Vir Biotechnology na Suíça.

Veesler, que também é professor associado de bioquímica na Universidade de Washington School of Medicine em Seattle, disse que ao identificar os alvos dos anticorpos "amplamente neutralizantes" na proteína espícula, poderia ser possível projetar vacinas e tratamentos de anticorpos eficazes contra a Ómicron, ou outras variantes que possam surgir. 

Leia Também: Estudo sul-africano sugere que Ómicron dá imunidade contra a Delta

"Este achado diz-nos que, ao focarmo-nos em anticorpos que visam esses locais altamente conservados na proteína espícula, há uma maneira de superar a evolução contínua do vírus", afirmou o especialista num comunicado à imprensa.

Para realizar o estudo, os investigadores criaram um pseudovírus - um vírus dormente e não replicante - que produz proteínas espícula como um coronavírus.

De seguida, criaram pseudovirus com proteínas espículas semelhantes àquela da variante Ómicron, e outras, estirpes prévias do SARS-CoV-2, o vírus que causa a Covid-19. 

Os investigadores fizeram isso para ver quão bem as diferentes versões da proteína espícula foram capazes de se ligar à proteína na superfície das células, que é como o vírus se agarra e entra na célula.

"A proteína é conhecida como o recetor 2 da enzima conversora de angiotensina (ACE2)", refere o estudo.

Adicionalmente, os investigadores detetaram que a variante Ómicron conseguia ligar-se 2,4 vezes melhor do que a proteína espícula da estirpe original do coronavírus vírus identificada no início da pandemia.

Os cientistas também descobriram que a variante Ómicron conseguia associar-se rapidamente aos recetores ACE2 de camundongos. 

Segundo os investigadores, tal sugere que a Ómicron "pode ser capaz de fazer uma espécie 'ping-pong' entre humanos e outros mamíferos". 

Os cientistas também usaram anticorpos de pacientes que haviam sido previamente infetados com versões anteriores do vírus da Covid-19, aqueles que tinham sido vacinados contra as linhagens anteriores e aqueles que foram previamente infetados e vacinados.

Eles observaram quão bem os anticorpos de vacinas e infeções anteriores protegiam contra a variante Ómicron.

Os investigadores descobriram que as pessoas que tinham sido infetadas com estirpes anteriores e aqueles que tinham recebido uma das "seis vacinas mais usadas" apresentavam uma capacidade reduzida de bloquear uma infeção provocada pela Ómicron. 

Entretanto, aqueles que já haviam sido infetados e aqueles que receberam as vacinas Johnson & Johnson, Sputnik V ou Sinopharm tinham pouca ou nenhuma capacidade de bloquear a variante Ómicron de invadir as células.

Todavia, aqueles que tomaram duas doses de uma vacina de mRNA da Moderna ou Pfizer-Biontech, ou a vacina Astrazeneca, registaram alguma atividade neutralizante.

Leia Também: Ómicron: Dose de reforço da Moderna aumenta anticorpos

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