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É urgente continuar a reabilitação no pós AVC, médica explica

Artigo de opinião de Cristina Freitas Pereira, médica fisiatra e diretora técnica de medicina física e de reabilitação do Hospital CUF Porto.

É urgente continuar a reabilitação no pós AVC, médica explica

Vivemos um ano sem precedentes. A pandemia Covid-19 veio alterar profundamente vários aspetos da nossa vida, nomeadamente ao nível da saúde. Foram vários os cuidados de saúde adiados, principalmente durante o período de confinamento, mas as doenças não deixaram de existir.

Importa deixar um alerta sobre aquela que é uma das principais causas de morte e incapacidade em Portugal - o Acidente Vascular Cerebral (AVC) -  e a importância da reabilitação destes doentes.

A reabilitação pós AVC assume um papel fundamental na recuperação dos défices, deve ser iniciada precocemente e orientada por profissionais competentes e especializados.

As sequelas mais comuns

O AVC é uma emergência médica, que obriga a uma rápida atuação, de forma a salvar a vida e a minimizar as inúmeras sequelas que podem resultar da lesão do tecido cerebral. Se a vítima de AVC for assistida rapidamente, muitas vezes é possível reverter parcial ou totalmente os danos. Contudo, na maior parte dos casos ficam sequelas que vão exigir uma continuação de cuidados adequados e atempados.

As manifestações do AVC estão relacionadas diretamente com a zona do cérebro afetada. Frequentemente, surge diminuição de força muscular num braço e/ou numa perna, alterações do equilíbrio e da marcha. Perturbações da fala, da capacidade de engolir, da memória e da visão são outras sequelas que podem resultar desta doença.

Adiar o tratamento pode trazer consequências graves para a saúde

Neste contexto de pandemia, apesar das unidades de saúde terem mantido tratamentos de reabilitação para dar resposta a situações graves ou urgentes durante o confinamento, muitos doentes que sofreram um AVC, essencialmente idosos, têm vindo a suspender os seus tratamentos por medo de se deslocarem ao hospital, o que virá a ter um grande impacto na sua saúde.

Notícias ao MinutoCristina Freitas Pereira© DR

Uma reabilitação tardia ou inexistente pode comprometer definitivamente a capacidade para recuperar uma vida funcional, em família e na sociedade.

Sabemos que a recuperação é, muitas vezes, um processo longo e complexo, que pode ocorrer ao longo de vários meses. Contudo, os estudos mostram-nos que os maiores ganhos e benefícios surgem, precisamente, nos primeiros 3 a 6 meses pós AVC.

Assim, é fundamental que os doentes não adiem a sua recuperação. Torna-se necessário superar os desafios e ultrapassar as dificuldades impostas pelo contexto atual e continuar a oferecer aos doentes uma reabilitação precoce e eficaz. As unidades de saúde implementaram protocolos, circuitos e medidas redobradas de higiene e proteção, que garantem segurança na prestação dos cuidados de reabilitação, quer para o doente, quer para os profissionais de saúde.

Dado que o potencial de recuperação funcional é maior nos primeiros meses pós AVC, é urgente continuar a cuidar de quem precisa.

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