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Identificados biomarcadores que detetam maior risco de cancro da mama

Cerca de quinze investigadores de instituições de saúde espanholas identificaram cinco biomarcadores (microRNAs) que detetam, com uma amostra de sangue, mulheres com maior risco de cancro da mama, foi esta terça-feira anunciado.

Identificados biomarcadores que detetam maior risco de cancro da mama
Notícias ao Minuto

23:54 - 17/11/20 por Lusa

Lifestyle Cancro da mama

A investigadora Matilde Lleonart explicou, numa entrevista à agência Efe, que saber quais as pessoas com maior risco de desenvolver cancro da mama permitiria uma monitorização mais exaustiva e a deteção precoce de uma possível formação futura de tumores.

Em Espanha, uma em cada oito mulheres desenvolverá cancro da mama invasivo durante a sua vida.

Para melhorar a sobrevivência destas pacientes, os investigadores do estudo encontraram um conjunto de cinco biomarcadores no sangue, conhecidos como microRNAs, que permitem conhecer o risco personalizado de ter cancro da mama.

MicroRNAs são um tipo de pequenas moléculas responsáveis por inativar alguns genes e impedir que algumas proteínas se expressem nas células.

Estudos anteriores já demonstraram a sua relação com o desenvolvimento de certos tipos de cancro, mas até agora não existia um modelo preciso para prever o risco de cancro da mama, disse Lleonart.

O objetivo do estudo era detetar o cancro a um nível molecular no sangue antes do aparecimento dos seus sintomas ou antes de poder ser detetado por testes convencionais.

Para realizar o estudo, os investigadores obtiveram tecido tumoral e normal, assim como soro de 96 doentes com cancro da mama e compararam-no com soro de 92 pacientes saudáveis.

Em todos eles foram analisados até 30 microRNAs, que em estudos anteriores tinham sido observados como sendo capazes de diferenciar tecido normal e tecido tumoral.

O procedimento pode ajudar a prever o tipo de acompanhamento mais adequado às diferentes pacientes, evitando técnicas mais agressivas quando não se justifica.

No estudo participaram cientistas do Vall d'Hebron Research Institute (VHIR), do Vall d'Hebron Institute of Oncology (VHIO), do CAP Vallcarca-Sant Gervasi em Barcelona, do IOB Oncology Institute e da Clínica Universitária de Navarra, tal como a CIBERONC, composta por 50 grupos de investigação de 27 instituições integradas num consórcio de hospitais, universidades e centros de investigação de toda a Espanha.

Os resultados do estudo, coordenado por Matilde Lleonart, foram publicados na revista Frontiers in Oncology.

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