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Contágio nos locais de trabalho foi esmagador, revela estudo de Harvard

Investigadores alertam que possíveis contágios no local de trabalho foram sobretudo significativos nos estágios iniciais da pandemia da Covid-19, representando cerca de 47% dos primeiros casos de doentes infetados.

Contágio nos locais de trabalho foi esmagador, revela estudo de Harvard

Conforme avança a BBC News, um estudo realizado por investigadores da Escola de Saúde Pública T.H. Chan da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, concluiu que as transmissões no local de trabalho tiveram um papel relevante na propagação do novo coronavírus ou SARS-CoV-2, agente infeccioso que causa a Covid-19, sobretudo em seis países ou regiões no continente asiático - Japão, Vietnam, Singapura, Hong Kong, Taiwan e Tailândia

Estes locais foram selecionados devido à sua proximidade com a China, país onde o surto teve ínicio

O estudo norte-americano pretendia discernir quais as profissões com  maior suscetibilidade à disseminação do SARS-CoV-2, logo na fase inicial da doença. 

As 'profissões esquecidas': taxistas, vendedores e guias turísticos

O risco de infecção não se cingiu somente aos profissionais de saúde. O estudo revela que nos primeiros 10 dias, foram outras as profissões mais afetadas e mais expostas ao risco de infeção

Taxistas, vendedores e guias turísticos foram os mais afetados por estarem em contacto constante e direto com turistas e um número massivo de pessoas em geral. 

O estudo

Para efeitos daquela pesquisa, os investigadores analisaram os casos confirmados de Covid-19 entre 23 de janeiro e 14 de março. Tendo excluído casos importados, de forma a cingirem-se somente a casos de transmissão ocorridos localmente.

Durante esse período de tempo, de um total de 690 casos de transmissão local, 103 foram atribuídos à profissão do paciente (15%).

Os cinco grupos com mais casos totais foram trabalhadores da área da saúde (22%).

Motoristas e trabalhadores de transporte e na área das vendas não ficaram muito atrás de profissionais de saúde. Representando 18% do valor total de infecções.

Os cientistas apontam, que de seguida destacaram-se os profissionais de limpeza e trabalhadores domésticos (9%) e trabalhadores de segurança pública (7%), religiosos (6%), construção (5%) e outros (15%).

"A contribuição substancial de profissionais que não são da área da saúde para o total de casos transmitidos localmente deixa clara a importância de implementar um controle eficaz de infecções nos locais de trabalho para proteger os trabalhadores nesta pandemia. O controle precoce de infecção e manter trabalhadores bem informados, bem como fornecer equipamentos de proteção adequados, são medidas cruciais para proteger esses trabalhadores e toda a sociedade", escreveram os autores do estudo de Harvard. 

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