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Obesidade pode ser a 'melhor amiga' da Covid-19. Fator facilita contágio

Entenda como a obesidade pode prejudicar combate ao novo coronavírus e facilitar contágio.

Obesidade pode ser a 'melhor amiga' da Covid-19. Fator facilita contágio
Notícias ao Minuto

11:04 - 09/04/20 por Liliana Lopes Monteiro  

Lifestyle Covid-19 e fatores de risco

Os idosos não são o único grupo mais suscetível a adoecer com Covid-19. Segundo uma reportagem divulgada na BBC News, pessoas com pelo menos um fator de risco associado, as chamadas comorbidades ou doenças crónicas, também integram o grupo de risco.

Entre as doenças crónicas que mais afetam indivíduos em todo o mundo infetados com o Sars-coV-2 estão a hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes e patologias vasculares cerebrais, sugerem vários estudos recentes realizados na China. 

Como tal, os especialistas alertam que a obesidade - uma diretamente associada a essas doenças - pode facilmente tornar-se um elemento agravante para quem contrai o coronavírus

"Definitivamente, é preocupante que pacientes com obesidade apresentem maior risco de complicações por infecções de Covid-19", afirma Salim Virani, professor na Baylor School of Medicine em Houston, nos Estados Unidos, à BBC News Mundo. 

A obesidade, por si só, causa um estado de inflamação crónica no corpo. Isso afeta o funcionamento das células e das suas superfícies, que interrompem a sua função natural de barreira protetora e facilitam o ataque de vírus como o coronavírus.

Também tem efeitos negativos no sistema imunológico, como a diminuição da produção de proteínas vitais para defender o corpo contra possíveis infecções.

Como explica o cirurgião bariátrico mexicano José Antonio Castañeda, o Sars-coV-2 entra no corpo aderindo à enzima conversora da angiotensina, localizada principalmente nos pulmões, rins e vasos sanguíneos.

O nível dessa enzima é aumentado em pacientes com diabetes, o que facilita a entrada e a infecção do novo coronavírus nesses indivíduos. 

Virani, membro do Colégio Americano de Cardiologia, lembra ainda que quem sofre de obesidade severa pode ter os pulmões afetados para respirar normalmente, ou mesmo sofrer de apneia do sono e problemas de oxigenação.

Mark Lazarovich, especialista em imunologia do Centro Médico da Universidade de Vermont, nos EUA, destaca que alguns estudos sobre os efeitos da obesidade na gripe sugerem que esse fator de risco pode prolongar o tempo que os vírus permanecem no corpo humano. 

"Isso potencialmente aumenta o tempo que eles espalhar a doença para outras pessoas e também prolonga o tempo de internamento dos casos mais graves nos hospitais", diz à BBC News Mundo, acrescentando que a mesma lógica poderia ser aplicada ao novo coronavírus.

Castañeda, que trata pacientes obesos nos últimos 15 anos, destaca que, além de estarem no grupo dos mais vulneráveis à infecção, há ainda "o problema do quão difícil são de tratar depois de adquirir o vírus".

"São pacientes que podem passar dias ou meses a tentar combater a infecção", conta. 

A obesidade geralmente está por trás de muitas das condições pré-existentes que foram definidas como de alto risco para a possível disseminação do novo coronavírus.

Assim, é um fator de risco conhecido para o desenvolvimento de hipertensão e doenças cardiovasculares. Ao mesmo tempo, alguns estudos sugerem que pessoas obesas têm três vezes mais risco de ter diabetes.

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