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‘Comer à Moda dos Açores’, a ode de um jovem de 22 anos à comida açoriana

Além de receitas, o livro de Rúben Correia conta algumas curiosidades sobre a gastronomia das ilhas.

‘Comer à Moda dos Açores’, a ode de um jovem de 22 anos à comida açoriana

Rúben Correia tem apenas 22 anos mas já conta um currículo invejável. Aos 14 anos editou o seu primeiro romance. Pouco tempo depois entrou na política onde chegou a ser militante da juventude partidária do PSD Açores. Lançou mais quatro livros e, aos 18 anos, inaugurou um restaurante em Rabo de Peixe, na ilha de São Miguel, nos Açores, de onde é natural. O principal objetivo? Realizar o maior sonho da mãe, o de ser chef.

Chamou-lhe Botequim Açoriano e transformou-o numa casa por onde já passaram dezenas de caras conhecidas e até alguns chefs de renome como Chakall e o Chef Cordeiro.

Com essa experiência e já com 22 anos e a frequentar o curso de Direito, em Lisboa, decidiu lançar um livro em homenagem aos sabores do arquipélago. ‘Comer à Moda dos Açores’ foi apresentado na passada sexta-feira, dia 14 de fevereiro, em Lisboa, e o feedback não podia ser melhor. Falta só o de Marcelo Rebelo de Sousa de quem espera um convite para com ele partilhar a receita das queijadas de Vila Franca do Campo.

Não é de estranhar que Rúben esteja à espera da crítica do Presidente da República. O último romance do jovem açoriano foi apresentado por Marcelo Rebelo de Sousa antes deste ser Chefe de Estado. Anteriormente, Marcelo já tinha recomendado um livro de Rúben no espaço de comentário que tinha, aos domingos, no Jornal das 8, na TVI.

O Notícias ao Minuto esteve à conversa com o jovem açoriano que revelou algumas curiosidades que constam do ‘Comer à Moda dos Açores’ porque nem só de receitas se faz este livro.

Notícias ao Minuto[Comer à Moda dos Açores]© DR

Como é que surgiu a ideia de escrever um livro sobre o 'Comer à moda dos Açores’?

Aos 18 anos abri o meu primeiro restaurante nos Açores e senti que, com o crescimento do turismo que estamos neste momento a testemunhar na região, tinha que dar o meu contributo para a preservação da nossa gastronomia. Hoje em dia, um chefe é uma figura pública, quase que um ator de cinema. Receio que todo este mediatismo que se está a criar à volta da cozinha e da gastronomia, apesar do seu importante contributo para a valorização da profissão e da cozinha em si, poderá colocar na prateleira do esquecimento as raízes da nossa gastronomia. As nossas próprias raízes porque, e como um dia disse Brillat-Savarin, 'Somos aquilo que comemos'. A gastronomia é a nossa identidade. E este livro é a minha forma de dizer ao mundo quem sou e de onde venho.

Qual tem sido o feedback?

O feedback está a ser incrível. O livro já esgotou em algumas livrarias e tenho recebido centenas de mensagens e de comentários de pessoas  que compraram o livro e testaram as receitas em casa.

E o Presidente Marcelo já leu o livro? Já deu feedback?

O livro saiu na semana em que o Presidente iniciou a sua viagem oficial à Índia. Já enviei um exemplar ao Professor Marcelo que, aliás, fez a apresentação do meu último livro, mas ainda não recebi feedback. Contudo, tenho a certeza que irá adorar. O Senhor Presidente da República é apaixonado pela gastronomia dos Açores. Sempre que lá vai não resiste em comprar os nossos produtos, sobretudo os nossos enchidos. Em jeito de curiosidade, um dos doces dos Açores que o Presidente mais gosta são as queijadas de Vila Franca do Campo. A receita original está no livro. Agora, o Professor Marcelo já poderá cozinhá-las no Palácio de Belém. Aguardo o convite para ir testar.

De onde são estas receitas? Como é que as encontrou e compilou?

As receitas e as histórias que conto neste livro foram recolhidas junto de documentos e obras antigas de autores açorianos, bem como no depoimento de várias pessoas, de várias gerações, de diferentes concelhos e ilhas, que me ajudaram a fazer esta recolha. É, sem dúvida, um manual de cozinha açoriana. Temos aqui receitas que existem nos Açores, como as malassadas, quase desde o povoamento das ilhas. Por curiosidade, sabiam que, por exemplo, no Havai o doce mais característico é a malassada? E que o Carnaval lá tem o nome de Malassada Day? Há várias histórias à volta da nossa gastronomia que estão retratadas aqui. Acho que será uma surpresa agradável para os nossos leitores.

Com quem aprendeu a cozinhar?

Não sou cozinheiro, nem chefe. Sou um amante da gastronomia: de bem comer e beber. Mas claro que gosto de cozinhar. Aliás, sou filho e neto de chefs de cozinha ainda em exercício. Nasci no meio de panelas. Desde cedo que aprendi a respeitar quem cozinha. Às minhas avós e à minha mãe em particular dedico este gosto que me foi incutido.

Sabe fazer todas as receitas que constam no livro?

Consigo fazer todas as receitas, desde que tenha o livro por perto. As receitas aqui apresentadas são do alcance de cada um. Se seguirem as recomendações, tenho a certeza que ficaremos todos muito bem na fotografia.

O livro vai ser editado também nos EUA e Canadá, numa versão em inglês, quando é que isto vai acontecer?

Creio que em março a edição em inglês já estará cá fora. Conto passar pelas nossas comunidades durante o mês de maio.

Este livro é completamente diferente dos outros livros que o Rúben já escreveu. O romance ficou pelo caminho?

É verdade. É o meu primeiro livro sobre gastronomia. Estou a trabalhar num romance, pode ser que seja o próximo livro a ser editado. Veremos.

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