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Lei da sobrevivência. Pessoas inteligentes vivem mais, garante estudo

A mente humana permite-nos compreender, tomar decisões e processar a informação que obtemos do mundo que nos rodeia, de forma a interpretá-lo. A inteligência é a precisão com que o cérebro é capaz de executar tais tarefas e é justamente por isso que a característica é tão valorizada pela sociedade.

Lei da sobrevivência. Pessoas inteligentes vivem mais, garante estudo
Notícias ao Minuto

10:00 - 22/07/19 por Liliana Lopes Monteiro  

Lifestyle Inteligência e longevidade

Contudo, um estudo revelou recentemente que a capacidade de resolver problemas pode ainda prolongar o nosso tempo de vida.

O estudo realizado pelo Diário Internacional de Epidemiologia comparou a longevidade de vários pares de irmãos gémeos em casos nos quais um era mais inteligente que o outro. O resultado mostrou que os mais inteligentes viviam mais tempo, comparativamente aos intelectualmente menos dotados. Assim, foi possível concluir que há uma correlação entre inteligência e expectativa de vida.

Adicionalmente, também foram levados a cabo testes de QI com crianças de 11 anos e aqueles com os índices maiores atingiam uma expectativa de vida de 76 anos.

Quanto maior a inteligência, melhores são as decisões

Uma das razões pelas quais a inteligência nos faz viver mais tempo é que, graças a esse traço, tomamos melhores decisões em relação à nossa saúde e hábitos alimentares, por exemplo. Além disso, mantemo-nos mais ocupados em comparação com aqueles de menor QI. 

A importância da genética

Ainda que a inteligência seja fortemente influenciada pelo ambiente em que vivemos, a genética também desempenha um papel importante em relação às capacidades intelectuais de cada pessoa. E isso não tem nada a ver com o facto de ter pais ou avós brilhantes,  que por sua vez transmitiram 'genes inteligentes', mas sim com a estrutura genética. Segundo o estudo, ela pode nos garantir ambas as coisas: uma inteligência desenvolvida e a possibilidade de uma vida mais longa.

Fatores ambientais

Além dos fatores genéticos, o ambiente em que nos desenvolvemos quando crianças é de extrema importância. O estudo apontou que fatores como nível socioeconómico, exposição a estímulos e a diferentes tipos de informação, a profissão dos pais e até os rendimentos da família podem complementar positiva ou negativamente uma boa estrutura genética ou impulsionar a inteligência daqueles que não contam com o benefício.

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