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Inteligência Artificial avalia evolução da doença em doentes com EM

O departamento de Imagiologia do Hospital CUF Infante Santo acaba de disponibilizar, de modo pioneiro em Portugal, a quantificação de imagem em Ressonância Magnética aplicada à esclerose múltipla e às demências, através de um software inovador - Icobrain. Esta tecnologia tem a capacidade de detectar precocemente pequenas novas alterações nos doentes com esclerose múltipla, e avaliar as alterações do volume cerebral em doentes com alterações da memória.

Inteligência Artificial avalia evolução da doença em doentes com EM
Notícias ao Minuto

16:00 - 18/07/19 por Liliana Lopes Monteiro  

Lifestyle Esclerose múltipla (EM)

Tiago Baptista, Neurorradiologista no Hospital CUF Infante Santo, assinala que “a CUF acaba de trazer para Portugal os primeiros passos de Inteligência Artificial na área da radiologia aplicada à esclerose múltipla e às demências, apostando assim na vanguarda da tecnologia”.

“Até agora fazíamos uma avaliação semiqualitativa, visual: comparávamos os exames antigos e recentes, e tentávamos perceber se tinha ocorrido uma modificação em número ou em volume das lesões cerebrais e, assim, identificar o agravamento da doença. Para além de ser uma validação morosa, é passível de não ser correta, pois a nossa capacidade de avaliar um volume ou alteração mínima não é tão precisa como a de um computador. Este algoritmo supera este risco e acelera o processo: analisa as imagens obtidas através da Ressonância Magnética e vai precisar, numericamente, se há actividade da doença, ou se, por outro lado, as lesões estão estáveis. Assim, conhecemos a evolução da doença” explica Tiago Baptista.

Utilizando algoritmos aplicados à imagem, é possível apoiar com maior precisão o diagnóstico de demência, e, no caso de pessoas que têm esclerose múltipla, permite antecipar a necessidade de ajustar a terapêutica, possibilitando optimizar a qualidade de vida do doente.

O neurorradiologista da CUF exemplifica: “Se um doente apresenta um exame estável ao longo do tempo, tendemos a manter a terapêutica. Por outro lado, se se verificar uma alteração no volume e no número de lesões, significa que a terapêutica instituída pode não estar a ser eficaz e, assim, é possível ajustar a terapêutica mais precocemente. Sem recurso a este software, esta alteração poderia ser feita apenas mais tarde. Isto corresponde, segundo o European Journal of Neurology, a uma redução em cerca de 2 anos em regimes terapêuticos não optimizados". 

Trata-se de um software muito recente e que em Portugal ainda só está disponível no Hospital CUF Infante Santo (também já pode ser solicitado pelos profissionais do Hospital CUF Descobertas).

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