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Durma uma sesta. Cinco técnicas que prometem aprimorar a sua memória

A maioria dos indivíduos provavelmente gostaria de ter uma memória melhor. Se ao menos não chegássemos ao supermercado, para comprar três coisas e nos lembrássemos somente de duas ou se quando saíssemos da cozinha para ir à sala não chegássemos lá sem qualquer ideia do que íamos fazer...

Durma uma sesta. Cinco técnicas que prometem aprimorar a sua memória

Há muitas técnicas de memória testadas e confiáveis, algumas das quais existem há décadas. Mas a BBC resolveu averiguar as novas técnicas que estão atualmente a ser estudadas.

Mais estudos serão necessários antes que possamos ter certeza das melhores formas de colocar as pesquisas mais recentes em prática.

Mas o que estas pesquisas podem dizer-nos sobre como podemos melhorar a nossa memória?

1) Ande de costas

Podemos pensar que tempo e espaço são coisas muito diferentes, mas, mesmo na forma como falamos, há mais pontos de encontro do que poderíamos imaginar.

Nós deixamos acontecimentos ‘para trás’. ‘Olhamos em frente’ ao pensar no futuro. A maneira exata como fazemos isso varia de cultura para cultura, mas, no mundo ocidental, a maioria de nós pensa no futuro como um espaço à nossa frente enquanto que o passado se estende para trás.

Investigadores da Universidade de Roehampton, no Reino Unido, decidiram explorar a ligação que existe na mente humana entre tempo e espaço de modo a averiguar uma maneira que nos ajude a recordar acontecimentos com uma maior eficiência.

Para efeitos daquela pesquisa, mostraram a um grupo de voluntários uma lista de palavras, um conjunto de fotos ou um vídeo no qual era roubada a carteira de uma mulher. As pessoas foram instruídas a andar para frente ou para trás por dez metros numa sala no tempo, de acordo com um metrónomo, um aparelho usado para marcar um andamento musical. Quando os indivíduos foram testados posteriormente sobre o que lembravam do vídeo, das palavras e das imagens, em cada teste, quem caminhou para trás revelou ter uma memória mais exata.

Funcionou até mesmo quando os participantes imaginaram andar para trás, ao invés de fazê-lo fisicamente. Era como se caminhar para trás no espaço encorajasse suas mentes a voltar no tempo e permitisse que as pessoas acessassem as suas memórias mais facilmente.

E, agora, uma nova pesquisa da Universidade de Birmingham, também no Reino Unido, mostrou que quando nós, seres humanos, nos recordamos de um evento passado, reconstruimos a experiência na nossa mente em ordem inversa.

Ou seja, quando vemos pela primeira vez um objeto, notamos primeiro os padrões e as cores e depois descobrimos o que é. Quando tentamos lembrar-nos de um objeto, acontece precisamente o contrário: recordamos o objeto primeiro e, depois, se tivermos sorte, os detalhes.

2) Faça um desenho

Que tal desenhar a lista de compras em vez de escrever os produtos?

Numa pesquisa realizada pela Universidade de Waterloo, em 2018, um grupo de jovens e idosos recebeu uma lista de palavras para aprender. Metade foi convidada a fazer um desenho de cada uma das palavras, enquanto a outra metade foi instruída a escrever as palavras enquanto as aprendiam.

Mais tarde, as pessoas foram testadas para entender sobre quantas palavras se conseguiamlembrar. Apesar de algumas palavras serem muito difíceis de desenhar, como ‘isótopo’, o ato de desenhar fez tanta diferença que os mais velhos se tornaram tão bons quanto os mais jovens ao recordarem-se das palavras. O desenho ajudou até mesmo pessoas com demência.

Quando desenhamos algo, somos forçados a pensar em mais detalhes, e é esse processo profundo que nos torna mais propensos a nos lembrar de algo.

3) Pratique exercício físico

Exercícios aeróbicos, como corrida, podem melhorar a memória. O exercício físico regular gera um pequeno benefício geral, mas, se quiser aprender algo específico, uma sessão intensa parece ser a ideal, porque ajuda a absorver novas informações, pelo menos a curto prazo, segundo uma pesquisa de cientistas do Canadá e da Dinamarca.

A pesquisa sugere que, com o ‘timing’ certo, a melhoria de memória pode ser ainda maior. Pessoas que fizeram um treino de 35 minutos quatro horas depois de aprender uma lista de fotos associadas a locais conseguiram-se lembrar melhor dos pares do que aqueles que praticaram exercício imediatamente após.

4) Não faça absolutamente nada

Durante uma outra experiência científica as pessoas que sofriam de amnésia como consequência de um derrame receberam uma lista de 15 palavras para memorizar e depois tiveram de fazer outra tarefa, nos 10 minutos seguintes, elas apenas conseguiram-se lembrar de 14% da lista original. Porém, quando permaneceram numa sala escura a fazer absolutamente nada por 15 minutos, a sua pontuação subia para 49%, mostrou o estudo da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos.

Estes estudos revelam o quão frágeis são as novas memórias, a ponto de até mesmo uma pequena pausa poder fazer diferença se elas ficam na nossa mente ou desaparecem.

5) Durma uma sesta

Se caminhar para trás, desenhar, fazer exercícios ou até mesmo fazer uma pausa lhe pareçam tarefas difíceis, então que tal ‘passar pelas brasas’?

O sono ajuda a consolidar as memórias ao reproduzir ou reativar informações que acabamos de aprender. Uma pesquisa da Universidade de Oldemburgo, na Alemanha, descobriu que, quando pessoas recebiam pares de palavras para memorizar, se recordavam com maior precisão após um sono de até 90 minutos, comparativamente a quem esteve a ver um filme ou a ler um livro.

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