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Possível gravidez? 7 perguntas e respostas sobre a pílula do dia seguinte

Existem muitas dúvidas sobre os riscos e benefícios do comprimido.

Possível gravidez? 7 perguntas e respostas sobre a pílula do dia seguinte
Notícias ao Minuto

13:00 - 26/03/19 por Liliana Lopes Monteiro  

Lifestyle Sexualidade

Mesmo que todas as mulheres no mundo inteiro usassem corretamente qualquer um dos métodos anticoncepcionais existentes, cerca de seis milhões de gestações inesperadas ocorreriam. Essa estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgada pela revista Abril dá uma dimensão da possibilidade da falha nas estratégias disponíveis para evitar uma gravidez.

O que por sua vez ajuda a explicar por que a pílula do dia seguinte (tPDS) passou a ser tão procurada nas farmácias, já que a sua venda também é feita sem prescrição.

A revista Abril revela ainda as sete questões que suscitam mais dúvidas entre as mulheres:

1- Muitos referem-se à pílula do dia seguinte como uma 'bomba de hormonas'. Isso é verdade? O comprimido pode trazer consigo efeitos colaterais perigosos?

“Uma dose da PDS contém o equivalente à metade de uma cartela de pílulas anticoncepcionais tradicionais, semelhantes às que as mulheres tomam diariamente”, esclarece a ginecologista Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do Programa de Saúde do Adolescente da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, no Brasil.

2- Mas, afinal, é válido usar esse método de contraceção? Se sim, em quais circunstâncias?

“A pílula do dia seguinte é, na verdade, uma conquista das mulheres”, afirma Albertina. "O perigo está em fazer dessa emergência um ritual do quotidiano”, alerta. A especialista faz também questão de lembrar que, mesmo tomando a pílula corretamente (no máximo 72 horas após a relação), esta ainda falha em 15% dos casos. “A cada 20 mulheres que a tomam, três ainda assim engravidam”, calcula.

3- De quanto em quanto tempo é possível tomá-la? 

A pílula é denominada ‘do dia seguinte’, mas, entre os especialistas, esta é mais conhecida como ‘pílula de emergência’ ou ‘contraceção de emergência’. Isso quer dizer que o comprimido só deve entrar em cena num caso de extrema necessidade. “O ideal é utilizá-la uma vez por ano, não mais do que isso”.

4- É possível que a pílula do dia seguinte cause (ou contribua para) a ocorrência da gravidez etópica, ou seja, fora do útero?

Ao que tudo indica, sim. A explicação para isso é que a pílula do dia seguinte diminui o movimento natural das trompas. Só que é a atividade dessa estrutura que faz com que o óvulo fecundado seja enviado ao útero para se desenvolver. Então, se as trompas não se movimentam, o óvulo pode ficar parado ali. E é aí que reside o perigo. Com o desenvolvimento do feto no lugar errado, as trompas podem romper-se, causando uma hemorragia.

Note que estamos a falar do óvulo fecundado. Ou seja, é crucial ter em mente que a pílula do dia seguinte pode falhar – e que isso não é assim tão raro. “Depois de usá-la, é importante esperar pela menstruação, e também vale a pena fazer o teste de gravidez. Todo cuidado é pouco”, diz Albertina.

5- Se a mulher engravidar mesmo depois de ter tomado a pílula o bebé pode nascer com alguma sequela?

Se o óvulo conseguir deslocar-se para o útero e desenvolver-se, em princípio não existe nenhum tipo de prejuízo para a criança.

+ Conheça os 10 primeiros sintomas de gravidez.

6- Tomar a pílula do dia seguinte enquanto está a usar um anticoncecional comum (supondo que a mulher o tome de modo irregular) pode acarretar problemas? 

Bom, já sabemos que a pílula do dia seguinte equivale à meia cartela daquela que se toma diarimente. Então, imagine só o caos que se instala no organismo de quem toma o anticoncecional desregradamente e ainda, uma vez ou outra, utiliza juntamente uma “bomba de hormonas”. “Trata-se de uma confusão que deve a todo o custo ser evitada. É uma questão de cautela com o próprio corpo. A mulher não precisa dessa confusão hormonal”, aponta Albertina.

7- Há contraindicações em relação ao uso desse contracetivo de emergência?

Sim. “Em pacientes com histórico ou risco conhecido de trombose”. “Na verdade, todas as contraindicações para a pílula anticoncepcional servem também para a do dia seguinte”, afirma Albertina. E lembre-se: caso passe mal com o uso do comprimido, deve procurar sem hesitação ajuda médica.

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