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Células estaminais ajudam recuperação de lesões neurológicas

Uma recente publicação na revista científica Cell Transplantation revela o sucesso do tratamento de lesões cerebrais com células estaminais do tecido do cordão umbilical, com melhorias significativas na qualidade de vida do doente.

Células estaminais ajudam recuperação de lesões neurológicas
Notícias ao Minuto

12:40 - 18/03/19 por Liliana Lopes Monteiro  

Lifestyle A ciência explica

O caso apresentado refere-se a um adolescente de 16 anos, cuja avaliação inicial indicou a presença de lesões neurológicas, causadas pela falta de irrigação sanguínea e de oxigénio no cérebro após paragem cardiorrespiratória, com graves consequências na sua qualidade de vida. Mais de dois meses após o episódio, o adolescente permanecia hospitalizado, sem conseguir respirar nem se alimentar de forma independente e tinha grande dificuldade em seguir instruções básicas.

Na ausência de uma opção terapêutica eficaz e tendo em conta estudos anteriores indicativos de que as células estaminais mesenquimais (MSC) podem ajudar no tratamento de lesões neurológicas, a equipa clínica avançou com a administração de MSC do tecido do cordão umbilical, combinada com um programa personalizado de fisioterapia. Ao longo de dois meses, o doente recebeu quatro tratamentos e o procedimento revelou-se seguro, sem complicações de maior. As melhorias foram-se tornando evidentes com o passar do tempo, sendo que ao fim de um mês após o primeiro tratamento, o adolescente tinha aumentado a força no tronco e a coordenação motora nos membros superiores e um ano depois, as lesões cerebrais inicialmente visíveis por ressonância magnética tinham desaparecido e o eletroencefalograma e a pontuação da escala de Medida de Independência Funcional tinham regressado aos valores normais. 

Segundo Bruna Moreira, Investigadora do Departamento de I&D da Crioestaminal, "A estratégia de tratamento adotada pelos autores, com múltiplas administrações de MSC combinadas com um programa de reabilitação intensivo, demonstrou-se exequível e segura, tendo resultado na recuperação completa do doente, tanto a nível motor como cognitivo".

"No entanto, é importante continuar a realizar estudos com um maior número de doentes para estabelecer a eficácia do procedimento proposto e definir aspetos fundamentais do tratamento, como a dose, frequência e via de administração das MSC", reforça ainda a investigadora.

A paragem cardiorrespiratória é um acontecimento súbito, constituindo-se como uma das principais causas de morte na Europa e nos EUA. Estima-se que, só na Europa, afete entre 350 mil a 700 mil indivíduos por ano.

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