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Cinco descobertas surpreendentes sobre a solidão

O conceito de solidão é significativamente diferente daquele que povoa o imaginário popular.

Cinco descobertas surpreendentes sobre a solidão
Notícias ao Minuto

12:00 - 14/11/18 por Liliana Lopes Monteiro  

Lifestyle Saúde mental

Foi o que constatou uma pesquisa conduzida pela BBC Loneliness Experiment, que contou com 55 mil participantes provenientes de todo o mundo.

Anteriormente o Lifestyle ao Minuto, havia divulgado quatro maneiras como a solidão afeta a saúde física e agora são conhecidas mais cinco curiosidades sobre este tema que afeta milhões de indivíduos. 

O estudo foi liderado por três académicos de três universidades britânicas - Manchester, Brunel e Exeter - em colaboração com a Wellcome Collection.

Eis cinco descobertas dos investigadores a partir dos dados coletados:

1. Jovens sentem-se mais sozinhos que os mais velhos

Quando se imagina uma pessoa solitária, o estereótipo que geralmente vem à mente é de alguém mais velho que mora sozinho e raramente recebe visitas.

De fato, o BBC Loneliness Experiment mostrou que 27% dos participantes com mais de 75 anos sentem solidão com frequência ou muita frequência.

Mesmo assim, as diferenças identificadas entre as faixas etárias são impressionantes. Os níveis de solidão mais altos foram registados, na verdade, entre jovens de 16 a 24 anos - 40% declararam que com frequência ou muita frequência se sentem sozinhos.

2. Mais de 40% dos indivíduos consideram que a solidão pode ser positiva

Esta constatação enquadra-se na teoria de neurocientistas como John Cacioppo, que morreu em março deste ano. O especialista afirmava que evoluímos para vivenciar a solidão porque pode ser útil, mesmo sendo por vezes desagradável.

Os seres humanos sobreviveram por meio da cooperação. Se as pessoas sentem que são excluídas de um grupo, o sentimento de solidão pode levá-las a conectarem-se com outros indivíduos, encontrar novos amigos ou reativar antigos relacionamentos.

O problema é que isso pode se tornar crónico, levando a um sério impacto no bem-estar e até na saúde.

3. Quem se sente sozinho tem habilidades sociais que não são melhores ou piores que a média

Muitas vezes, parte-se do pressuposto de que quem se sente sozinho tem dificuldade em fazer amigos. Assim, aprimorar as habilidades sociais faria a diferença. Mas não é assim tão simples.

Um elemento-chave da interação social é a capacidade de entender o que outras pessoas estão a sentir para se ajustar as reações em conformidade.

Uma maneira de medir essa habilidade é mostrar uma série de fotografias de expressões faciais ou até mesmo só de olhares para avaliar se as pessoas conseguem identificar que tipo de emoção está representada.

Não houve diferença entre a pontuação média daqueles que se sentiam sozinhos com frequência e dos que não se sentiam. Houve variação nas pontuações de neuroticismo (propensão a emoções negativas) - então, talvez seja a ansiedade provocada por situações sociais que torne mais difícil lidar com esses eventos, se se sente sozinho, em vez das habilidades sociais propriamente ditas.

4. O inverno não é mais solitário do que outras estações do ano

A experiência realizada pela BBC inquiriu às pessoas em que época do ano e hora do dia se sentiam mais sozinhas. Mais de dois terços responderam que o inverno não era mais solitário que qualquer outra estação do ano.

A minoria das pessoas que disse que uma determinada época do ano é mais solitária escolheu o inverno, mas algumas optaram pelo verão.

No Natal, muitas famílias esforçam-se para garantir que todos sejam incluídos, convidando os amigos para participar, caso saibam que podem não ter companhia.

Mas, no verão, se todos viajam de férias, poderá ser o único com o sentimento de ter sido deixado para trás. Então, talvez seja necessário começar a pensar se outras pessoas se sentem sós ao longo de do ano e não só no Natal.

5. Pessoas que se sentem sozinhas com frequência têm mais empatia

Na pesquisa, foram medidos dois tipos de empatia. Um deles se referia à dor física, que media a empatia sentida por alguém que tivesse por exemplo sofrido um acidente. O outro relacionado à dor social - empatia por alguém que sofreu bullying na escola, não foi convidado para uma festa ou foi abandonado pelo parceiro.

Não houve diferença na empatia pela dor física entre as pessoas que se sentiam mais e menos solitárias. Mas no caso da empatia pela dor social, aquelas que declararam se sentir sozinhas com frequência ou muita frequência apresentaram em média uma pontuação maior.

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