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O leitor perguntou: Por que o sentimento de culpa aumenta o prazer?

Sabe aquele sentimento de culpa que temos quando estragamos a dieta, bebemos um copo extra de vinho ou quando ligamos 'aquela' pessoa a meio da noite? Ao invés de nos desviar das tentações e do ‘mau caminho’, mais que frequentemente a culpa leva-nos diretamente para os nossos vícios.

O leitor perguntou: Por que o sentimento de culpa aumenta o prazer?
Notícias ao Minuto

23:00 - 17/08/18 por Liliana Lopes Monteiro  

Lifestyle Sexta-feira quente

Esse paradoxo parece ter vários motivos. Uma das teorias mais populares é de que formas culpáveis de prazer estão tão enraizadas na psique humana que os sentimentos de remorso detonam contraditoriamente pensamentos de desejo no cérebro. Ou seja, os vícios são tentadores sobretudo porque sabemos que nos fazem mal...

Para mostrar como o subconsciente realmente funciona de maneira masoquista, Kelly Goldsmith, da Northwestern University, nos Estados Unidos, apresentou alguns jogos de palavras a um grupo de voluntários. Primeiro foi-lhes pedido para reordenarem algumas frases, nomeadamente palavras como ‘pecado’, ‘culpa’ e ‘remorso’, e outras com termos mais neutros.

Na segunda parte da experiência, os voluntários recebiam duas letras e tinham que completar as palavras. Aqueles que antes ordenaram as frases com as palavras condenadoras apresentaram muito mais tendência a criar palavras associadas com desejo. Ou seja, em vez de desviar os pensamentos do pecado, o subconsciente ‘culpado’ começou a pensar de maneira mais luxuriosa.

Goldsmith descobriu ainda que esses sentimentos se traduziam em experiências realmente sensoriais. Os voluntários que foram incitados com ideias de culpa admitiram mais compulsão por doces ou ter mais prazer em ver fotografias de sites de encontros.

O efeito 'que se lixe’

Este fenómeno psicológico é o motivo pelo qual provavelmente não consegue parar de comer quando prometeu que só ía comer uma batata frita – isto é, quando achamos que fracassamos em algo, concluímos de imediato que é melhor entregarmo-nos à asneira por completo.

Sabe do que estamos a falar certo?

Para os investigadores tal pode evidenciar o problema que existe em algumas campanhas de saúde pública. “Quando abordamos uma atividade que não era associada a qualquer tipo de culpa, e de repente, se torna imprópria – consequente e bizarramente o prazer parece aumentar exponencialmente”, explica Goldsmith. De tal modo que um aviso que diga ‘é proibido fumar’ pode de facto aumentar a vontade de consumir tabaco.

E então falhou?

A investigadora alerta que é normal cedermos de quando a quando a tentações – sejam elas quais forem. E salienta que nos devemos perdoar, de modo a recuperarmos de imediato uma atitude mais saudável e positiva, para que uma ‘má’ decisão não condicione uma série de possíveis ‘más decisões’.

“Siga em frente”, recomenda Goldsmith.

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