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Morte? "Penso que há de chegar, mas não vivo apavorado com isso"

O ex-primeiro-ministro, fundador e presidente do Grupo Impresa esteve à conversa com Daniel Oliveira.

Morte? "Penso que há de chegar, mas não vivo apavorado com isso"

A entrevista dada ao programa ‘Alta Definição’, da SIC, foi para o ar este sábado, 25 de setembro, e levou Francisco Pinto Balsemão a recordar a infância, a morte dos pais, sem esquecer a vida política e a criação do Grupo Impresa.

Aos 84 anos, acaba de lançar o livro 'Memórias', obra que foi a base da conversa com Daniel Oliveira. 

Casado com Mercedes Balsemão desde 1975, Francisco Pinto Balsemão conheceu a esposa numa boate em Cascais.

“A coisa foi andando, não foi a correr. Ela veio viver comigo. Estava separado, mas não havia divórcio naquela altura. Anteriormente tinha casado pela igreja, e ela veio viver comigo ainda antes do 25 de Abril, foi um ato de coragem, sobretudo no ambiente social em que ambos existíamos”, recordou. 

“Conto com ela, como eu acho que ela sabe que pode contar comigo”, acrescentou o antigo primeiro-ministro e empresário, que tem cinco filhos e 14 netos. 

Ainda sobre a família, recordou a morte dos pais, sobretudo o “acidente completamente estúpido” que a mãe sofreu em casa e que levou à sua partida. 

O roupão que tinha de lã pegou fogo num aquecedor que tinha na casa de banho. Na altura, Francisco Pinto Balsemão não quis identificar o corpo. “Não quis ficar com essa péssima imagem, quando tinha uma imagem linda da minha mãe”, explicou. 

“Foi uma amiga nossa que foi ao Expresso dizer o que se tinha passado, foi um choque”, lembrou ao recordar como é que soube da partida da mãe. “Para a idade que tinha, estava ótima, com uma ótima cabeça, foi injusto. Durante vários dias não se recupera. É pouco a pouco, vai-se caindo na realidade e vai-se tentando aceitar uma nova realidade que é viver sem ela, sem a minha mãe”, disse. 

Ao longo da sua vida foram muitos os encontros que teve com várias figuras internacionais, entre elas o Papa João Paulo II, Angela Merkel ou o rei emérito Juan Carlos, com quem tinha uma boa relação. 

“Agora está ausente, nunca mais o vi, mas tivemos uma relação de miúdos, íntima, sobretudo quando ele vinha cá. E isso depois prolongou-se à medida que fomos crescendo, que eu fui tendo outras responsabilidades e ele também, e fomos sempre conversando. Lamentando tudo o que aconteceu nos últimos tempos, e não compreendendo nem como nem porquê, continuo a ser amigo dele”, destacou, sobre o ex-rei de Espanha. 

Ao longo da entrevista, desabafou que “há pessoas que lhe falharam da maneira mais inacreditável e inesperada”. 

“Senti-me muitas vezes injustiçado e que em muitos casos não valia a pena criar laços profundos de amizades com pessoas que, mais cedo ou mais tarde, acabariam por desaparecer da minha vida, uns de uma maneira simpática e correta, outros de maneiras que não me agradaram e que eu não esqueço”, acrescentou também. 

Questionado sobre se pensa na morte, Francisco Pinto Balsemão respondeu: “Penso que há de chegar, inevitavelmente, mas não vivo apavorado com isso”.

Leia Também: Catarina Furtado sobre Balsemão: "É um exemplo. Nunca desistiu"

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