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Margarida Martinho recorda aneurisma aos 25 anos: "Ainda tenho medo"

A atriz esteve com a irmã gémea, Mariana, no programa ‘Júlia’, da SIC.

Margarida Martinho recorda aneurisma aos 25 anos: "Ainda tenho medo"

Durante a entrevista com Júlia Pinheiro, Margarida e Mariana Martinho recordaram os trabalhos na representação. Aos 16 anos, mudaram-se para Lisboa para integrar o elenco da série ‘Morangos com Açúcar’, da TVI. 

Um processo que foi “muito rápido”. “Chamaram-nos mas foi quase uma urgência porque foi na altura em que o Francisco Adam morreu. Tiveram que dar uma reviravolta à historia. E nós juntamente com o Tiago Carreira entramos os três para dar um bocadinho de vida”, lembraram, acrescentando que “estava tudo muito desnorteado” por causa da perda.

Entretanto, além de terem tido também a experiência de fazer parte do filme ‘Uma Aventura na Casa Assombrada’, voltaram para escola para acabar o secundário e foram para a faculdade.

No anos que se seguiram, estiveram separadas quando foram de Erasmus e quando Mariana viajou para Timor-Leste para fazer voluntariado.

A vida seguiu-se e voltaram a juntar-se, desta vez em Londres, para tirarem um mestrado. A intenção era depois regressar a Portugal, mas ficaram no Reino Unido durante cinco anos a trabalhar.

Nessa fase, mais precisamente em dezembro de 2015, Margarida sofreu um grande susto de saúde.

Houve um dia em que Mariana estava em casa, depois do trabalho, e Margarida foi ao ginásio. “Recebo uma chamada dela a dizer que não se estava a sentir bem, que se estava a sentir muito estranha e perguntou-me o que é que haveria de fazer. Eu disse: ‘Margarida, não te metes no metro, apanhas um táxi e vens sempre a falar comigo ao telefone’”, lembrou Mariana.

“Estava a sentir uma dor de cabeça horrível. Pior dor de cabeça da vida. Foi momentâneo, quando estava a fazer pesos. Pensei que poderia ser uma quebra de tensão. Lá sozinha, deitei-me, meti as pernas para cima, fiz o que me lembrava do que se deve fazer quando se tem uma quebra de tensão. Não ajudou. Não disse a ninguém à minha volta o que é que estava a sentir, fiz tudo sozinha. Fui ao balneário. A música estava super alta e estava a fazer-me uma confusão... Já estava com náuseas. Comecei com náuseas horríveis, não sabia se ia conseguir buscar o telefone”, acrescentou Margarida. Depois apanhou um táxi e seguiu até casa.

“Honestamente, pergunto-me porque é que não tomei logo a decisão de a levar ao hospital. Mas uma pessoa nunca pensa no pior cenário. Pensava que podia ser uma enxaqueca, uma baixa de tensão. Da mesma forma que ela estava mesmo mal e não me passou esse feedback”, partilhou Mariana.

Com os sintomas a persistirem, foram para o hospital. “Tivemos uma hora de espera. Tivemos muita sorte. Ela já estava abraçada a um caixote do lixo a vomitar”, contou Mariana.

“Estava a sentir tudo. Normalmente, quem tem a rotura do aneurisma imediatamente desmaia ou morre. Agora, ficar acordada a aguentar aquela dor, ninguém merece”, disse Margarida.

Já junto da médica, Mariana lembrou-se que a mãe já tinha sofrido também com a rutura de um aneurisma. “Foi ali uma luz porque não tinha pensado nisso até esse momento. Não sei se ajudou ou não, mas a verdade é que fizeram os exames certos e passado pouco tempo tinha o resultado que, efetivamente, a minha irmã tinha um aneurisma”, explicou.

Uma vez que estavam sozinhas em Londres, foi Mariana quem tomou as grandes decisões no que à irmã dizia respeito. “Quando uma pessoa está numa situação destas, é quase automático”, disse.

Na manhã seguinte, Margarida foi operada e, nesse dia, os pais já estavam a caminho de Londres. Os mesmos chegaram quando a atriz estava a ser operada. Mas antes, Margarida viveu momentos muito emotivos.

“Disseram-me para tentar não chorar, tentar não me mexer muito. E eu a saber que estava ali com uma hemorragia cerebral, com uma artéria aberta, portanto, podia acontecer a mesma coisa e ter outra hemorragia, mas ai confiei nos médicos que me disseram que estava estável. Entrei numa bolha, parece que se apoderou ali uma força que eu achava que não tinha e que era impossível alguém ter. Mas naquele momento, eu não tinha outra hipótese se não ser forte”, lembrou, referindo que “foi muito bem comportadinha neste processo todo”.

“Quando ela foi levada para o bloco operatório. Na minha cabeça pensei que podia ser a ultima vez que a via”, recordou Mariana.

Por sua vez, Margarida lembrou: “Eu estava com tanto coisa que estava na minha bolha. Nunca acreditei que ia voltar naquela maca para ver a minha família ali. Estava muito focada nisso. Mesmo o médico a dizer à minha frente que tinha 25% de probabilidade de sobreviver a esta cirurgia, portanto, há 75% de morrer, é no que se traduz, foi no que pensei… Eu acho que esta força que se apoderou de mim também foi para dar força à minha irmã porque sabia que ela estava ali a aguentar com tudo. Tive de me armar em forte, tentei dar-lhe essa força, que é um bocadinho irónico”.

A operação demorou quatro horas e podia deixar sequelas. “Eu sabia que podia ser a última vez que estava a reconhecer as pessoas à minha volta, a última vez que sabia falar, ouvir, memorizar, tudo. Quando abri os olhos depois da operação, lembro-me de tentar pensar no meu nome, a minha idade, onde nasci, para ver se me lembrava de tudo. A operação correu bem”, confessou Margarida Martinho.

“Cheguei e vejo os meus pais em linha, a minha irmã, uns amigos da faculdade… e aí comecei a chorar de emoção”, acrescentou.

“Não havia outro aneurisma, mas podia haver uma reincidência daquele que foi operado. Porque o corpo podia aceitar. E é algo que não se pode controlar. Naqueles 14 dias foi um terror”, continuou, falando do tempo em que estava internada no hospital, onde passou o Natal naquele ano.

Uma vez que “tem um fator genético”, Mariana confessou ainda que sentiu depois “muitas dores de cabeça psicológicas”. No entanto, entretanto já fez exames e “está tudo bem, não tem que se preocupar”.

Por sua vez, Margarida precisou de fazer fisioterapia e teve de aprender, por exemplo, a subir escadas. Aos poucos, com medo, foi voltando ao dia-a-dia. “Hoje em dia ainda tenho medo, é uma coisa que fica porque sabemos que pode acontecer outra vez”, rematou.

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