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"No jogo democrático todo tipo de ideias pode ser debatido", reage Goucha

O apresentador não deixou passar em branco a controvérsia gerada depois de o líder do movimento de extrema-direita Nova Ordem Social ter sido um dos convidados do 'Você na TV'.

"No jogo democrático todo tipo de ideias pode ser debatido", reage Goucha
Notícias ao Minuto

10:30 - 04/01/19 por Marina Gonçalves 

Fama Polémica

Manuel Luís Goucha iniciou o programa desta sexta-feira reagindo à polémica que se prende com o facto de Mário Machado, líder do movimento de extrema-direita Nova Ordem Social, ter sido um dos convidados do programa 'Você na TV, da TVI, na última quinta-feira, dia 3. 

Muitos foram os que recorreram às redes sociais para mostrar o seu desagrado face ao convidado da rubrica ‘Diga de sua (In)justiça’, tendo, inclusive, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) feito saber que irá investigar a presença de Mário Machado no programa. 

Perante toda a celeuma, Manuel Luís Goucha começou por referir que quem escolheu o convidado foi o autor da rubrica em questão. "Quem acompanhou a conversa ontem em direto percebeu que a nossa primeira pergunta se dirigiu ao autor da rubrica e do convite. E a pergunta foi muito clara: ‘Porque é que convidaste Mário Machado?’. Ele respondeu e Mário Machado começou aqui a defender as suas ideias", explicou. 

E prosseguiu: "Eu entendo, num jogo verdadeiramente democrático, que todo o tipo de ideias pode ser debatido em televisão. Tem é de ser confrontado com ideias que neste caso refletem a nossa maneira de viver. Portanto, as ideias de Mário Machado tiveram da nossa parte, e esse é o nosso papel enquanto entrevistadores, de ser confrontadas com ideias que nos parecem justas. E mais, ideias que a democracia, o verdadeiro jogo democrático, a verdadeira prática democrática e a história, já provaram serem justas e serem eficazes. Desenrolou-se aqui uma conversa com pontos de vista de um convidado e com os nossos pontos de vista em jeito de contraditório. Na falta de um contraditório, assumimos nós esse contraditório".

Goucha referiu ainda que acredita que muitas das manifestações nas redes sociais partiram de pessoas que não assistiram à conversa. “A discussão acesa, a polémica foi galvanizada durante a tarde e eu tenho a certeza que largas centenas de opiniões refletem a postura de alguém que não se deu ao trabalho de ir ver e ouvir a conversa”.

“Acho que o debate televisivo, a conversa em televisão, serve para isso, serve para argumentar ideias. Claro que as ideias de Mário Machado são perigosas, mas há uma maneira de as enfrentar. É justamente num jogo democrático, numa prática democrática enfrentar as ideias que, voltou a repetir, a história e a democracia já provaram ser injustas”, acrescentou.

Logo de seguida, Manuel Luís Goucha deu o exemplo de Jair Bolsonaro, que venceu as últimas eleições do Brasil, sendo o atual presidente do país.

“Bolsonaro ganhou a presidência do Brasil não porque tenha ido à televisão. Nunca foi à televisão. Nunca debateu. Nunca foi confrontado com argumentos democráticos, com valores democráticos. Ganhou pelas redes sociais e pelas falsas notícias. Agora pergunto-vos eu: hoje em dia o que é mais perigoso? A televisão ou a rede social?".

"E agora dir-me-ão, mas está a dizer para se acabar com as redes sociais? Não. Não se deixem manipular pelas redes sociais. O que vos peço sinceramente, e estou a falar em nome dos dois [referindo-se a Maria Cerqueira Gomes], é que quando tiverem uma opinião para manifestar, e nós respeitamos as opiniões, informem-se. Vejam, ouçam, não se deixem manipular. Não é o título de uma notícia que os vai indicar o conteúdo da notícia. Não é o diz que disse. Não! É informar-se.sejamos claros", apelou o apresentador.

"Ontem tivemos aqui um convidado com opiniões nas quais nem a Maria nem eu nos revemos. Mas, uma vez que o tínhamos cá, com respeito, enfrentámo-lo num jogo democrático esgrimindo argumentos. E eu e a Maria fomos muito contundentes na esgrima desses argumentos. Eu usei dados, usei a história. Sei muito bem do que estou a falar tal como a Maria, independentemente da diferença de idades. Agora, manifestar ódio, raiva ao nosso trabalho consciente e honesto através do diz que disse sem ver a conversa, sem ir àquilo que é importante que é a essência daquilo que trouxe aquele homem aqui e daquilo que se passou aqui no âmbito de uma rubrica que tem um autor, isso eu acho que não é muito honesto".

Durante o programa de ontem, Manuel Luís Goucha fez ainda uma sondagem na sua página do Facebook em que perguntava aos seguidores se há ou não necessidade de existir um Salazar. O apresentador assegurou que essa partilha foi da sua autoria, frisando que não foi a primeira vez que fez uma sondagem na rede social.

“O que é certo é que tal como eu estava à espera, a maior parte dos portugueses que acompanham o programa através das redes sociais foi muito clara e disse: não, não precisamos de um Salazar. Eu não quero nenhum Salazar. Eu não quero nenhum ditador de direita como não quero um ditador de esquerda. E porquê? Porque a ditadura, seja a de direita ou seja a de esquerda, faz o mesmo que é afunilar o pensamento. Restringir as liberdades do indivíduo. Em nome do nacionalismo, em nome de um comunismo, em nome do patriotismo, muitas vezes aniquila-se o indivíduo."

Por fim, rematou: "A minha forma de pensar só pode ser afunilada ou roubada por uma demência porque venha que governo vier eu nunca deixarei de lutar pela liberdade. Nem que tenha de dar a vida por isso”.

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