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"Antes de partir, ela disse-me que eu ia ser o pilar da família"

Leandro volta a abrir o coração numa entrevista intimista dada ao programa ‘Alta Definição’.

"Antes de partir, ela disse-me que eu ia ser o pilar da família"
Notícias ao Minuto

20:00 - 21/07/18 por Notícias Ao Minuto 

Fama Leandro

Depois de ter falado abertamente sobre o passado de altos e baixos, Leandro voltou a abrir o coração na mais recente entrevista dada ao programa ‘Alta Definição’, da SIC.

Inicialmente, o artista começou por recordar o bairro onde cresceu. “Existiam muitas famílias, algumas delas muito problemáticas… Num minuto aquilo transformava-se num campo de guerra”, explicou, lembrando um dos episódios em que sentiu medo, nomeadamente "quando entraram em tiroteio”.

“As mães tinham que estar atentas porque em qualquer momento, até mesmo no café, de repente, desatinavam um com o outro e aquilo virava um campo de guerra. Os filhos que estavam a jogar à bola, de repente, ficavam envolvidos numa guerra de adultos sem saberem do que se tratava”, contou, acrescentando que muitas vezes, nessas situações, fechava-se em casa à espera que a discussão passasse. “Graças a Deus nunca correu mal, mas podia”.

Leandro vivia com os pais e os avós e era muito próximo da avó, que era vendedora ambulante. Por vezes, ia com ela vender na rua para “terem dinheiro para a família toda”.

“Sempre fui muito agarrado à minha avó e ela foi a pessoa mais bonita que tive na minha vida e que terei. O amor que existe entre mim e a minha avó é um amor que jamais existirá outra vez na minha vida. Era único, não tem explicação. Não há mulher tão bonito quanto ela. Era uma fadista amadora e tinha o sonho de chegar a profissional, ou ela ou algum dos netos”, disse, referindo que foi ela quem o trouxe para o mundo da música.

Leandro recordou ainda as palavras mais sentidas que a avó lhe disse antes de partir: “Disse-me que eu ia ser o pilar da família”. “Na verdade, as grandes responsabilidades e decisões da família sou eu que as tomo”, reconhece, confessando que sofreu muito com a partida da avó.

“Todos os dias dizia à minha avó que a amava como todos os dias quero que o meu filho me diga. É a melhor coisa que existe no mundo, ouvir aquelas palavras sentidas. Tenho a certeza que a minha avó se sentia tão bem quando eu dizia que a amava, como eu me sinto quando ouço do meu filho”, salienta.

Outro dos momentos mais dolorosos da sua adolescência foi a morte da mãe. Um episódio que voltou a recordar, partilhando todos os detalhes desse dia.

“Nós assistimos à morte da nossa mãe, em casa. Era tão malandro que tinha discutido com a minha mãe. Tinha tido uma atitude menos certa com ela e, entretanto, ela acabou por falecer nessa noite. Ela tinha um pacote de bolachas e eu impliquei com aquilo e tratei-a menos bem. Fui-lhe dizer que estava a fingir que estava doente, quando eu sabia perfeitamente os problemas de saúde da minha mãe”, partilha, lembrando que foi depois de ter ouvido "um grito muito grande” durante a madruga que a mãe partiu. “Levantámo-nos, fomos à sala e a minha mãe estava deitada nos braços do meu pai e do meu primo, completamente roxa. Acabou por morrer ali. Ainda esteve no hospital, mas já estava morta. Ela teve uma paragem cardíaca em que ela tinha um problema pulmonar e naquele momento não só o problema pulmonar veio ao de cima como também a paragem cardíaca… Num só momento desfigurou a minha mãe toda, estava irreconhecível”, recorda.

Um episódio que o mudou “completamente”. “Não consigo dormir chateado com alguém da minha família. Até mesmo com a minha mulher, quando temos uma discussão qualquer, as coisas têm que ficar resolvidas. Não vou deixar mais nada para depois, que a dor tome conta de mim, daquilo que eu sou, daquilo que eu posso dar aos meus. E eu faço falta aos meus”, salienta.

Nessa altura, o pai “não ficou bem e perdeu os empregos”. “Perdemos tudo, o meu pai não tinha forças para nada. A minha irmã bebia água com Nestum. Não havia leite… O meu pai não reagia, mas eu compreendo-o perfeitamente. Foi muita coisa num tempo tão curto. Não só perdeu a mãe como perdeu uma mulher de 22 anos de casamento. Do nada, de um dia para o outro, vê-se com sete filhos, sem ninguém”, explica, contado que um dia, juntamente com o irmão mais velho e a irmã, levou o pai ao Júlia de Matos [hospital psiquiátrico].

“Pedimos ajuda, ajudaram-nos, deram a medicação ao meu pai, ele começou a recuperar, ficou bem, deixou a medicação… Depois, quando estava a reagir, a Segurança Social lembrou-se de lhe tirar os meus irmãos”, acrescenta, referindo que “ainda hoje tem a certeza que quem fez queixa à Segurança Social foi uma tia da parte da mãe”. “Pintou um quadro que não era a verdade e que levou a Segurança Social a agir daquela forma”.

Foi em 2006 que Leandro iniciou a carreira no mundo da música. “Comecei realmente a ganhar os meus primeiros dinheiros dos espetáculos, mas não foram para mim. Tudo o que ganhava guardava. Conseguia viver porque trabalhava noutros lados… Quando consegui juntar o dinheiro paguei a um advogado particular e consegui tirar de lá os meus irmãos”, confessa.

Recorde-se que na entrevista ao 'Alta Definição' Leandro falou ainda sobre a fase difícil que passou quando a mãe do filho o acusou de violência doméstica

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