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"Portugal está provavelmente num momento de viragem"

O ministro da Economia, Pires de Lima, disse hoje que deve haver “prudência” na análise dos dados do crescimento económico, mas acrescentou que dão a indicação de que Portugal está "provavelmente" num momento de "viragem económica”.

"Portugal está provavelmente num momento de viragem"
Notícias ao Minuto

17:31 - 14/08/13 por Lusa

Economia Pires de Lima

“Com os dados que conhecemos há sinais de confiança moderada de que estamos num momento de viragem económica, mas é preciso aguardar pelos resultados dos próximos trimestres”, disse hoje Pires de Lima aos jornalistas, no final de uma visita à Direção Geral do Consumidor, em Lisboa.

Questionado sobre se este ano será o ultimo de recessão, o ministro da Economia afirmou apenas que espera que “2014 possa ser um ano de estabilização económica”.

O governante, que assumiu a pasta da Economia há quase um mês, fez sempre questão de usar um tom de prudência no comentário sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em cadeia no segundo trimestre, mas ainda assim sublinhou que há vários dados que sugerem uma mudança de rumo económico.

"Começam a surgir sinais de forma consistente - crescimento económico, queda do desemprego, aumento da produção, aumento do turismo, melhoria dos índices de confiança dos consumidores - que se vão acumulando no sentido de confirmar a ideia de que provavelmente estamos num momento de viragem económica”, afirmou Pires de Lima.

Questionado sobre se os indicadores económicos que têm surgido são resultado do trabalho do seu antecessor, o governante respondeu que “o mérito principal é das empresas, dos portugueses”, mas disse que também se devem “aos membros do Governo que estiverem em funções, nomeadamente Álvaro Santos Pereira”.

Quanto à possibilidade de novas medidas de austeridade impostas pela ‘troika’ poderem penalizar o crescimento económico, Pires de Lima afirmou que também por isso é preciso prudência no discurso sobre a retoma.

“Também por isso é importante manter este discurso de prudência porque sabemos o esforço que nos vai ser exigido pelos nossos credores no âmbito do programa de assistência financeira”, afirmou.

Já sobre se os dados hoje conhecidos poderão servir de argumento ao Governo para negociar com a ‘troika’ a minimização dos esforços pedidos, o ministro da Economia e dirigente do CDS-PP disse preferir não se pronunciar.

De acordo com a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o PIB terá crescido 1,1% no segundo trimestre, em comparação com os primeiros três meses do ano, interrompendo um movimento de queda que durava desde os últimos três meses de 2010.

No entanto, em termos homólogos, o PIB continuou a cair. A quebra apresentada neste segundo trimestre do ano foi de 2% face ao segundo trimestre do ano passado.

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