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"Liderança da Caixa depende em grande parte de si, mas também dos outros"

O presidente da Caixa Geral de Depósitos disse hoje que o banco quer manter a liderança em Portugal, mas que isso não depende apenas da sua adminitração, admitindo que fusões entre outros bancos ponham em causa esse objetivo.

"Liderança da Caixa depende em grande parte de si, mas também dos outros"
Notícias ao Minuto

19:59 - 21/03/18 por Lusa

Economia Paulo Macedo

"O que o plano estratégico [até 2010] prevê é a Caixa reduzir a sua atividade no exterior e manter a sua liderança internamente. A liderança da Caixa depende em grande parte de si, mas também dos outros. Se o Santander continuar a adquirir banco após banco, a CGD perderá a sua liderança", afirmou Paulo Macedo, no parlamento, na comissão de orçamento e finanças.

O gestor disse ainda que eventuais "loucuras de preços" praticadas por outros bancos também podem pôr em causa a liderança atual da CGD em muitos segmentos de mercado, nomeadamente no crédito.

Quanto à polémica sobre fins de isenções e subida de comissões na CGD, Macedo voltou a dizer hoje que o banco precisa de "aumentar proveitos e reduzir custos" para melhorar a sua rentabilidade, sob pena de ter de pedir mais dinheiro ao Estado.

Segundo as contas do ex-ministro da saúde do Governo PSD/CDS-PP de Passos Coelho, desde 2000 até 2017, a CGD precisou de cinco mil milhões de euros de dinheiro do Estado, isto entre os dividendos que a CGD pagou e o dinheiro que o Estado injetou na CGD para a recapitalizar nestes 17 anos.

"Não era viável manter a Caixa com o 'track record' que tem, de prejuízo para contribuintes", afirmou.

Apesar disso, Paulo Macedo voltou a repetir que na CGD muitos clientes continuam a manter isenções de comissões, dos quais 750 mil jovens e 600 mil reformados .

O presidente da CGD disse mesmo que, no total, a CGD tem cerca de 3,5 milhões de clientes com isenções de comissões, entre 700 mil por terem 'saldo zero', 1,3 milhões de jovens e reformados isentos e os restantes porque cumprem determinadas condições que lhes dão direito a isenção de comissões.

A CGD tem cerca de 4,5 milhões de clientes, entre particulares e empresas. Foi recapitalizada no início de 2017 em 3.900 milhões de euros, incluindo o aumento de capital direto do Estado de 2.500 milhões de euros.

No âmbito dessa recapitalização, o banco público acordou com Bruxelas um programa de reestruturação até 2020 que passa por alterações no modelo de negócio, venda de operações no estrangeiro, fecho de agências e saída de trabalhadores.

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