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BCP prevê distribuir metade dos lucros pelos acionistas nos próximos anos

O presidente executivo do Millennium BCP, Miguel Maya, afirmou hoje que o banco deverá adotar uma política de dividendos "bastante mais expressiva", através da distribuição de lucros "igual ou superior a 50%" nos próximos anos.

BCP prevê distribuir metade dos lucros pelos acionistas nos próximos anos
Notícias ao Minuto

14:56 - 18/04/24 por Lusa

Economia BCP

"Espero que, a partir de agora, as coisas possam inverter e, portanto, o banco, como já o disse ao mercado, a partir deste ano terá uma política de dividendos bastante mais expressiva, prevendo um 'dividend payout' igual ou superior a 50%", afirmou Miguel Maya na abertura da conferência Millennium Talks.

O líder da instituição financeira que em 2023 atingiu lucros de 856 milhões de euros admitiu que a remuneração para os acionistas tem sido baixa nos últimos anos.

"Nos últimos anos, duas vezes pagámos dividendos e um 'payout' de 10%, um 'payout' muito baixo, e foi muito baixo porque a decisão da Comissão Executiva do Banco, da gestão do banco, era recapitalizar o banco, robustecer o banco, para que tivesse maior capacidade de apoiar a economia portuguesa", explicou o presidente do BCP.

Agora, e depois do que considerou ter sido um ano de transição, Miguel Maya aponta que o banco é "muitíssimo robusto".

"O banco hoje é um banco muitíssimo robusto, com rácios de capital muito fortes e com níveis de liquidez muitíssimo elevados", defendeu.

Depois das declarações de Miguel Maya, as ações do BCP na bolsa de Lisboa chegaram hoje a valorizar-se 6,00%.

Na apresentação dos resultados referentes ao final de 2023, Miguel Maya tinha anunciado que a Comissão Executiva iria propor aos acionistas o pagamento de 30% sobre os lucros de 856 milhões de euros, o equivalente a mais de 250 milhões de euros.

Os lucros do BCP em 2023 foram alavancados pela margem financeira (a diferença entre juros cobrados no crédito e juros pagos nos depósitos), que subiu 31% para 2.826 milhões de euros, mas também pela venda da Millennium Financial Services (o banco reportou ganhos de 139 milhões de euros).

O rácio de crédito problemático (NPE, na sigla técnica) desceu para 3,4% na atividade global do banco no final de 2023, contra 3,8% em 2022, ao passo que em termos de indicadores de solvabilidade, o rácio de capital CET1 foi de 15,4%, face a 12,5% em 2022.

Leia Também: PSI mantém tendência de abertura e sobe com BCP a liderar a subir 0,65%

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