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BCE defende que foco deve ser numa supervisão eficaz

O presidente do conselho de supervisão do Banco Central Europeu (BCE) defendeu hoje que o foco deve ser numa supervisão eficaz, considerando que "não seria produtivo" trazer de novo à ribalta o debate sobre a regulamentação do setor bancário.

BCE defende que foco deve ser numa supervisão eficaz
Notícias ao Minuto

11:19 - 28/03/23 por Lusa

Economia Andrea Enria

O responsável do BCE, o italiano Andrea Enria, que falava numa conferência sobre supervisão bancária organizada pelo jornal Handelsblatt, em Frankfurt, considerou que com a implementação do pacote final de regras do Comité de Basileia se tem tudo o que é preciso.

"Temos todos os instrumentos de que precisamos", afirmou Enria, salientando que "o foco do debate deveria ser muito mais sobre a supervisão eficaz".

Assim, apesar do facto de a recente turbulência do mercado poder trazer o debate sobre regulação e supervisão bancária de volta às primeiras páginas, para a Enria "reiniciar o debate sobre reformas regulamentares não seria produtivo".

A este respeito, argumentou que, apesar das melhorias significativas feitas pelos bancos europeus para reforçar a sua posição de capital e liquidez e melhorar a qualidade dos seus ativos, os acontecimentos atuais confirmam que uma supervisão forte e exigente é mais do que nunca necessária.

Indicou também que a normalização acelerada do ambiente de política monetária tornou necessário repensar os instrumentos de supervisão para enfrentar os riscos no negócio bancário que há muito não estavam incluídos entre as prioridades, referindo-se ao risco de taxa de juro na carteira bancária e ao risco de financiamento e liquidez.

Sobre as turbulências, o presidente do conselho de supervisão do BCE disse hoje que nos Estados Unidos os bancos médios e pequenos tinham requisitos de capital mais baixos do que os grandes bancos.

"Nos EUA, as autoridades tomaram a decisão de separar as regras aplicáveis aos grandes bancos que são importantes para a estabilidade do sistema financeiro das regras aplicáveis aos bancos médios e pequenos".

Assim, Enria acrescentou, nos EUA, em 2018, o âmbito dos bancos que beneficiam de uma regulamentação mais suave foi alargado.

"Na União Europeia aplicamos tradicionalmente as normas de Basileia de forma mais consistente aos bancos de todas as dimensões", de acordo com Enria.

No entanto, os grandes bancos da UE estão no mesmo campo de ação do que os dos EUA em termos de requisitos de capital.

Os requisitos de capital Common Equity Tier 1 (CET1) para os grandes bancos na UE foram de 10,6% dos ativos ponderados pelo risco no quarto trimestre de 2022 e de 11,1% nos EUA.

Enria disse que o BCE está a preparar o primeiro teste de 'stress' aos riscos cibernéticos dos bancos para o próximo ano.

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