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É preciso "criar o melhor ambiente para empresas" sem esquecer a dívida

O ministro das Finanças afirmou hoje que o Governo tem a responsabilidade de criar o melhor ambiente para as empresas, mas também a de garantir a redução da dívida pública, por ser a melhor forma de garantir financiamento à economia.

É preciso "criar o melhor ambiente para empresas" sem esquecer a dívida

"Temos a responsabilidade de fazer as escolhas certas para criar o melhor ambiente para empresas, mas temos a responsabilidade de garantir que os passos que tomamos hoje não voltarão atrás amanhã", defendeu Fernando Medina, durante a intervenção na 6.ª Cimeira do Turismo Português, em Lisboa, onde falou perante uma plateia composta, sobretudo, por empresários do setor do turismo.

Fernando Medina salientou o objetivo de reduzir a dívida pública, por ser "a melhor forma de garantir financiamento à economia" e de "proteger o país no presente e no futuro".

"Aqui bem perto de nós, o Reino Unido hoje enfrenta uma perturbação relativamente às suas condições de financiamento que não era esperada há poucos meses. [...] É por esta razão e perante este contexto de incerteza que é nosso dever gerir com prudência o presente, para conquistar autonomia no futuro", salientou o ministro das Finanças.

Antes do discurso de Medina, na abertura da cimeira, o presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP) tinha dito ao primeiro-ministro, também presente, que os empresários do setor sentem que o Governo se esqueceu "do motor da economia", com medidas de apoio que não chegaram ou são insuficientes.

"Senhor primeiro-ministro, deixe-me passar-lhe um bocadinho o que é hoje em dia o sentimento das associações dos empresários do turismo: dá ideia que se esqueceram do turismo, esqueceram-se do motor da economia", afirmou o presidente da CTP.

Francisco Calheiros lembrou que a confederação que lidera foi das primeiras a congratular-se pelas medidas de apoio às empresas que o Governo anunciou no início da pandemia, bem como a primeira a congratular-se pela maioria absoluta alcançada pelo PS nas últimas eleições legislativas.

"Infelizmente, boa parte das medidas anunciadas pelo Governo para apoiar empresas ou ainda não chegaram, ou são insuficientes", considerou o presidente da CTP, referindo-se também às recentemente anunciadas medidas para apoiar as empresas a combater a inflação.

O responsável defendeu que o Governo "poderia e deveria ir muito mais longe" e que as empresas precisam de mais do que "paliativos pontuais", destacando a necessidade de medidas fiscais.

A redução do IRC e do IVA são das medidas mais reivindicadas ao longo dos últimos anos pelo setor do turismo.

Na semana passada, o ministro da Economia, Costa Silva, considerou que seria benéfica uma descida transversal do IRC (imposto que incide sobre o lucro das empresas), sendo que a redução de cada ponto percentual da taxa tem um impacto na receita de cerca de 100 milhões de euros.

No mesmo dia, Fernando Medina, remeteu eventuais alterações fiscais para as empresas, nomeadamente ao nível do IRC, para as negociações com os parceiros sociais, revelando que vai "reservar" para o final da negociação a sua posição "sobre o assunto".

Esta questão levou o líder do PSD, Luís Montenegro, a prestar "solidariedade" para com o ministro da Economia, considerando que Costa Silva está a ser "triturado pela máquina socialista" e que foi "desautorizado em público" pelo ministro das Finanças, por "dois secretários de Estado, incluindo o da própria Economia", João Neves, e pelo líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias.

Leia Também: Bruxelas diz que é "prematuro" especular sobre fugas do Nord Stream

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