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Bolsas europeias em baixa, a temerem cada vez mais uma recessão económica

As principais bolsas europeias negociavam hoje em baixa, com os investidores a temerem cada vez mais uma recessão económica.

Bolsas europeias em baixa, a temerem cada vez mais uma recessão económica
Notícias ao Minuto

09:16 - 23/06/22 por Lusa

Economia Mercado

Cerca das 08h50 em Lisboa, o EuroStoxx 600 recuava 1,08% para 401,17 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt desciam 0,93%, 1,19% e 1,18%, bem como as de Madrid e Milão, que se desvalorizavam 1,14% e 1,24%, respetivamente.

Depois de abrir em baixa, a Bolsa de Lisboa mantinha a tendência, estando cerca das 08:50 o principal índice, o PSI, a cair 0,70% para 5.878,85 pontos.

A sessão de quarta-feira foi marcada pela comparência do presidente da Reserva Federal dos EUA (Fed), Jerome Powell, no Senado norte-americano.

Powell, que hoje voltará a comparecer no Congresso, assegurou que a Fed manterá a sua política de subidas das taxas de juro ainda que com o risco de que o país entre em recessão, um cenário que não descartou.

Uma "aterragem suave" da economia continua a ser o objetivo da Fed (ou seja, uma descida da inflação que afete o mínimo a atividade económica), afirmou Powell, que, não obstante, admitiu que este cenário é cada vez "mais difícil".

Neste contexto, "os investidores mantêm a incerteza sobre o grau de deterioração do ciclo económico", dizem analistas da Renta4, citados pela Efe, que asseguram que este medo se transfere para o mercado da dívida, onde os juros das dívidas soberanas continuam a cair.

No mercado da dívida, os juros das dívidas soberanas mantinham-se a cair, depois dos máximos atingidos em 14 de junho e de na semana passada o Banco Central Europeu (BCE) se ter mostrado disposto a criar uma ferramenta para travar a subida e apesar do aumento das taxas de juro da Reserva Federal dos EUA (Fed), de 0,75 pontos percentuais.

Os juros da Alemanha a 10 anos estavam hoje de manhã a 1,6%.

"O temor de uma recessão resultante de uma saída rápida das políticas monetárias ultraexpansivas dos bancos tornam especialmente relevante a publicação dos indicadores mais antecipados de ciclo", adiantam os analistas, para quem os "claros" protagonistas da sessão de hoje serão as estimativas dos PMI de junho da zona euro e dos EUA.

Nos EUA também serão publicados os pedidos iniciais de subsídios de desemprego semanal.

No mercado de matérias-primas, o petróleo Brent, de referência na Europa, descia 1,81 para cerca de 109,7 dólares, devido também aos receios de uma possível recessão económica.

No outro lado do Atlântico, Wall Street terminou em baixa, com o Dow Jones a baixar 0,15% para 30.483,13 pontos, contra o máximo desde que foi criado em 1896, de 36.799,65 pontos, registado em 04 de janeiro deste ano.

O Nasdaq fechou a desvalorizar-se 0,15% para 11.053,08 pontos, contra o atual máximo, de 16.057,44 pontos, verificado em 16 de novembro do ano passado.

A nível cambial, o euro abriu em baixa no mercado de câmbios de Frankfurt, a cotar-se a 1,0547 dólares, contra 1,0575 dólares na quarta-feira.

O barril de petróleo Brent para entrega em agosto abriu em baixa no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, a cotar-se a 109,90 dólares, contra 111,74 dólares na quarta-feira.

Leia Também: Acionistas da Lisgráfica aprovam saída da bolsa

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