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"Paciência e gradualismo na política monetária são necessários"

O governador do Banco de Portugal disse hoje que é preciso "paciência e gradualismo" na política monetária e que esta não deve reagir nem demasiado rápido nem de forma lenta, pois ambos penalizam a economia e o emprego.

"Paciência e gradualismo na política monetária são necessários"
Notícias ao Minuto

10:50 - 13/05/22 por Lusa

Economia BdP

"Paciência e gradualismo na política monetária são necessários", afirmou Mário Centeno, na sua intervenção no Fórum Banca (organizado pelo Jornal Económico e a consultora PWC), em Lisboa.

Segundo considerou, o gradualismo e a paciência são importantes na política monetária dos bancos centrais pois não pode ela própria ser um favorecedor da instabilidade.

Por um lado, disse Centeno, "a política monetária não deve sobre reagir", pois "um sinal de nervosismo injustificado, uma reação intempestiva, penalizará o crescimento económico". Por outro lado, acrescentou, caso a normalização da política monetária seja muito lenta isto "reforça a ideia de regime monetário de taxas de juro e inflação baixas" e poderia mesmo obrigar a uma reação mais agressiva posteriormente, que penalizaria ainda mais a atividade económica e o emprego.

Segundo Centeno, a normalização da política monetária já tem vindo a ocorrer, desde logo com a redução das compras de ativos iniciada em 2021, e o ciclo de aumento das taxas de juro deverá começar a acontecer em julho (como o Banco Central Europeu admitiu esta semana).

Centeno admitiu que os fenómenos que hoje levam a alta inflação são difíceis de gerir para os bancos centrais, pois choques de oferta e crises energéticas "não estão na área de atuação das medidas que os bancos centras têm à sua disposição".

O governador do Banco de Portugal (e ex-ministro das Finanças de governos socialistas de António Costa) considerou ainda que, embora a inflação deva permanecer alta este ano, ainda não se veem razões para que a inflação "não convirja para 2% a médio prazo, à medida que os desequilíbrios são resolvidos".

Contudo, lembrou, vive-se um momento na Europa sem paralelo na história recente e o "quadro económico, social e geopolítico é de elevada imprevisibilidade".

Sobre a banca portuguesa, afirmou que está hoje mais resiliente e destacou mais uma vez a redução do crédito malparado feita nos últimos anos, mas avisou que os bancos devem continuar esse esforço: "Este esforço de redução de risco deve permanecer e devem permanecer critérios de concessão de crédito prudentes", disse.

Afirmou ainda que tem melhorado a rentabilidade e eficiência (mais produto bancário e menos custos) dos bancos.

Sobre o aumento das taxas de juro e efeitos nos bancos, disse que levará a uma melhoria da margem financeira.

Já o aumento da taxa de juro de longo prazo terá impacto negativo em ativos como dívida pública, defendeu, mas que será minorado pela menor exposição atual do sistema bancário à dívida pública.

Considerou ainda que o rácio de cobertura do crédito malparado será um escudo caso a atividade económica se ressinta e que, apesar da exposição do setor bancário ao imobiliário residencial ser ainda uma preocupação, a situação atual não é comparável à que havia antes da crise de 2008.

"O setor bancário português enfrenta mais uma vez um quadro de incerteza acrescida, mas estou certo de que continuará o processo de redução do risco e de consolidação", afirmou Centeno.

[Notícia atualizada às 11h48]

Leia Também: "Introdução do euro foi grande marco de integração da economia europeia"

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