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Schroders vê na Ómicron mais risco de estagflação mundial em 2022

O aparecimento da nova variante da covid-19 Ómicron agrava o risco de estagflação na economia mundial em 2022 devido à potencial introdução de restrições e impacto nas cadeias de abastecimento, afirmou hoje o economista chefe da Schroders. 

Schroders vê na Ómicron mais risco de estagflação mundial em 2022
Notícias ao Minuto

17:25 - 01/12/21 por Lusa

Economia Covid-19

A variante Ómicron, afirmou Keith Wade, "traz um risco renovado de confinamento, o que poderia enfraquecer a economia (...), mas também levar a mais interrupção nas cadeias de abastecimento, o que poderia criar mais inflação, empurrando os preços para cima".

Os cientistas receiam que a nova variante, descoberta recentemente na África do Sul e que já se espalhou pela Europa e outras partes do mundo, seja mais infecciosa e potencialmente resistente às vacinas atuais. 

Este cenário, referiu Wade, vem juntar-se aos riscos já existentes de estagflação no próximo ano se os preços do petróleo e os salários continuarem a aumentar, o que poderá resultar numa taxa de inflação elevada por um período mais prolongado. 

"Nessas circunstâncias, veríamos um maior controlo, por exemplo, da Fed [Reserva Federal norte-americana] e do Banco da Inglaterra, provavelmente até do BCE [Banco Central Europeu] a ter de intervir" na forma do aumento das taxas de juro, acrescentou.

Keith Wade falava num evento organizado pela gestora de ativos financeirosa britânica onde apresentou as perspetivas da economia mundial para 2022.

Até agora, os principais bancos centrais mundiais têm resistido a aumentar as taxas de juro, apesar da existência de pressões inflacionárias. 

Na terça-feira, o presidente do banco central norte-americano, Jerome Powell, admitiu perante a comissão de Assuntos Bancários do Senado que "os riscos de uma inflação mais persistente aumentaram".

O aumento de preços nos Estados Unidos é o mais alto em 31 anos e a inflação anual acelerou em outubro para 5%, segundo o índice PCE do Departamento do Comércio.

A taxa de inflação anual da zona euro passou em outubro para os 4,1%, face aos 3,4% de setembro, puxada pelo aumento dos preços da energia.

Este mês, a presidente do BCE, Christine Lagarde, também reconheceu que a inflação na zona euro possa continuar "mais elevada durante mais tempo" devido aos preços energéticos, relacionados com a crise no setor, e que "isto poderá contribuir para salários mais elevados e, subsequentemente, preços mais elevado".

No Reino Unido, a inflação subiu para 4,2% em outubro, contra 3,1% em setembro, o nível mais alto desde novembro de 2011, levando os analistas a prever um aumento em dezembro da taxa de juro de referência, atualmente num mínimo histórico de 0,1%.

No entanto, a diretora de investimentos (CIO) da Schroders, Johanna Kyrklund, acredita que os bancos centrais vão continuar a ser cautelosos na sua política monetária durante a nova vaga da pandemia.  

"Mesmo que o pior aconteça com a Ómicron, em última análise, os níveis de imunidade são mais altos do que eram (...). As economias com níveis mais baixos de vacinação, normalmente no mundo emergente, serão mais vulneráveis", afirmou, no evento de hoje. 

Porém, acrescentou, "como mostra o recente aumento de casos na Europa ainda antes da descoberta da Ómicron, mesmo as economias desenvolvidas continuarão expostas ao risco de confinamentos parciais".

Leia Também: Coreia do Sul confirma primeiros cinco casos da variante Ómicron

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