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  • 28 NOVEMBRO 2021
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Lucro da Jerónimo Martins sobe 47,7% até setembro para 324 milhões

Os resultados líquidos da Jerónimo Martins subiram 47,7% nos primeiros nove meses do ano, face a igual período de 2020, para 324 milhões de euros, anunciou hoje a dona do Pingo Doce.

Lucro da Jerónimo Martins sobe 47,7% até setembro para 324 milhões

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o grupo refere que as vendas aumentaram 7,1% para 15.206 milhões de euros.

"O desempenho registado em todas as insígnias permitiu a alavancagem operacional, levando o EBITDA [resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações] a crescer 11,1%" para 1.144 milhões de euros, "acima do incremento das vendas", refere o comunicado.

A Jerónimo Martins está presente em Portugal, Polónia e Colômbia.

"O valor de EBITDA incluiu custos relacionados com a covid-19 de 13 milhões de euros (32 milhões de euros nos nove meses de 2020)", refere a empresa.

"Os custos financeiros líquidos ascenderam a -119 milhões de euros" no período em análise (-140 milhões de euros no período homólogo de 2020), "incorporando perdas de conversão cambial de -4 milhões de euros, relativas a ajustes de valor das responsabilidades com locações operacionais denominadas em euros na Polónia, que, no mesmo período do ano anterior, tinham sido de -20 milhões de euros", acrescenta.

O capex (excluindo os direitos de utilização adquiridos de acordo com a IFRS16) "foi de 364 milhões de euros, 66% dos quais alocados à Biedronka", adianta.

"O bom desempenho operacional, combinado com gestão disciplinada do capital investido, impulsionou a forte geração de caixa, cuja posição líquida (excl. responsabilidades com locações operacionais capitalizadas) se fixou em 655 milhões de euros a 30 de setembro", refere a Jerónimo Martins.

Em Portugal o desempenho do Pingo Doce "foi ainda negativamente impactado pelas restrições impostas aos restaurantes e cafés, que só foram aligeiradas a partir do final de agosto, e pela ainda reduzida circulação nos centros urbanos", destaca o grupo, salientando que "a insígnia manteve a pressão promocional, apostando na criação de boas oportunidades comerciais para os seus clientes". 

Nos primeiros nove meses do ano "as vendas atingiram 3,0 mil milhões de euros, um crescimento de 3,9% em relação" ao período homólogo, lê-se no comunicado. No terceiro trimestre, as vendas do Pingo Doce atingiram mil milhões de euros, mais 2,7% do que em 2020. 

No caso do Recheio, as vendas "cresceram 3,2% para 660 milhões de euros", sendo que no terceiro trimestre "apesar das limitações ainda impostas aos restaurantes e dos efeitos da pandemia no canal HoReCa [hotéis, restaurantes e cafés], o Recheio cresceu vendas em 9,3% para 262 milhões de euros. O EBITDA combinado do Pingo Doce e do Recheio cifrou-se em 214 milhões de euros, 12,6% acima do mesmo período em 2020", informa a empresa. 

Na Polónia, a cadeia Biedronka "teve desempenho positivo em todas estas frentes e, nos nove meses, as vendas, em moeda local, cresceram 10,3%", sendo que "em euros, as vendas atingiram 10,6 mil milhões, 7,3% acima" do obtido no período homólogo. 

Nos primeiros nove meses do ano, "a Biedronka abriu 75 lojas (59 adições líquidas) e remodelou 232 localizações", adianta a Jerónimo Martins. 

Na Colômbia, a insígnia Ara "registou um forte crescimento de vendas nos primeiros nove meses do ano", tendo atingido 758 milhões de euros, 23,1% acima do obtido no mesmo período de 2020. 

"Para este crescimento", indica o grupo, "contribuiu ainda a execução do programa de expansão, que adicionou 64 lojas à rede no período em análise e que tem já o 'pipeline' assegurado até ao final do ano". 

Para este ano, a Jerónimo Martins admite que prevalece "ainda alguma incerteza relativamente à evolução da pandemia no outono e inverno", mas garante que todas as insígnias "estão preparadas para se adaptar às circunstâncias e encontrar novas vias de crescimento para entregar mais um ano de forte desempenho". 

O grupo avança ainda que "o programa de capex deverá cifrar-se em [cerca de] 650 milhões de euros, dos quais [cerca de] 60% a serem investidos na Biedronka". 

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