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Desemprego atingiu 13,7 milhões de brasileiros até agosto

O Brasil registava cerca de 13,7 milhões de desempregados no trimestre encerrado em agosto, mas o rendimento dos trabalhadores diminuiu, divulgou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Desemprego atingiu 13,7 milhões de brasileiros até agosto
Notícias ao Minuto

14:58 - 27/10/21 por Lusa

Economia Desemprego

A taxa de desemprego no país sul-americano recuou para 13,2% nos meses de junho, julho e agosto, uma redução de 1,4 pontos percentuais face ao trimestre até maio (14,6%).

Embora os números sejam favoráveis, parte considerável dos postos de trabalho contabilizados são de trabalhos informais, ou seja, de pessoas que prestam serviço a terceiros sem contrato de trabalho ou garantias laborais.

Segundo o IBGE, o número de pessoas trabalhando no Brasil com contrato de trabalho formalizado até agosto somou 90,2 milhões, dado que indica um avançou 4% no período.

Com isso, o nível de ocupação subiu 2,0 pontos percentuais para 50,9%, o que indica que mais da metade da população brasileira em idade para trabalhar está ocupada no país.

"Parte significativa da recuperação da ocupação deve-se ao avanço da informalidade [sem contrato de trabalho]. Em um ano a população ocupada total expandiu em 8,5 milhões de pessoas, sendo que, desse contingente, seis milhões eram trabalhadores informais", explicou Adriana Beringuy, coordenadora da pesquisa do IBGE.

"Embora tenha havido um crescimento bastante acentuado no período, o número de trabalhadores informais ainda se encontra abaixo do nível pré-pandemia e do máximo registado no trimestre fechado em outubro de 2019, quando tínhamos 38,8 milhões de pessoas na informalidade", acrescentou.

Apesar do crescimento da população trabalhadora no país no trimestre até agosto, o rendimento médio real dos trabalhadores recuou 4,3% face ao trimestre encerrado em maio e reduziu 10,2% face ao mesmo trimestre de 2020, ficando em 2.489 reais (cerca de 385 euros).

Segundo o IBGE, estas foram as maiores quedas percentuais da série histórica, em ambas as comparações.

"A queda no rendimento está mostrando que, embora haja um maior número de pessoas ocupadas, nas diversas formas de inserção no mercado e em diversas atividades, essa população ocupada está sendo remunerada com rendimentos menores. A ocupação cresce, mas com rendimento do trabalho em queda", concluiu Beringuy.

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