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Aumento das infeções prejudica análise do rating em África

A agência de notação financeira Fitch Ratings considerou hoje que o aumento das infeções de covid-19 em África prejudica a análise do continente do ponto de vista da qualidade do crédito soberano até, pelo menos, 2022.

Aumento das infeções prejudica análise do rating em África
Notícias ao Minuto

12:18 - 09/07/21 por Lusa

Economia Fitch Ratings

"Uma nova onda de infeções de covid-19 em vários países africanos, exacerbada pela variante Delta, aumentou o risco de reveses económicos para análise da qualidade do crédito em África, e o progresso lento na distribuição de vacinas vai persistir pelo menos até 2022", lê-se numa análise da Fitch Ratings.

No comentário sobre o impacto da pandemia nos países africanos, enviado aos clientes e a que a Lusa teve acesso, os analistas desta agência de rating detida pelos mesmos donos da consultora Fitch Solutions escrevem que "os governos do continente deverão continuar a evitar impor um confinamento generalizado, mas as medidas de contenção, como o fecho de bares e restaurantes que existe na África do Sul desde 28 de junho, podem acontecer em vários países".

A capacidade de impor restrições mais duras "é fraca na região e as restrições são impopulares", apontam os analistas, vincando que os fatores estruturais como os baixos níveis de penetração tecnológica ou o emprego formal impedem a adoção de medidas como o teletrabalho ou a utilização do comércio digital.

A diretora da Organização Mundial de Saúde para África disse na quinta-feira que o continente africano teve "a pior semana desde o início da pandemia", com uma subida de 20% dos casos, e avisou que a situação vai piorar.

Em conferência de imprensa, Matshidiso Moeti alertou que nos últimos sete dias até 4 de julho, o número de casos no continente africano subiu 20% e considerou que, devido à disseminação da variante Delta, a situação deve piorar, havendo 16 países em que o vírus está a ganhar terreno.

"Tivemos 251 mil novos casos, um aumento de 20% face à semana anterior e 12% face ao pico de janeiro", disse Moeti, vincando que "os novos casos aumentaram pela sétima semana consecutiva e estão a duplicar-se a cada 18 dias".

Sobre o financiamento das economias, a Fitch Ratings diz que "a pandemia continua a colocar riscos descendentes aos ratings da região", mas aponta que, por outro lado, "os efeitos tornam o financiamento externo por parte de fontes bilaterais ou multilaterais mais fácil".

O comentário, emitido na mesma altura em que o Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou a emissão de 650 mil milhões de dólares (cerca de 550 mil milhões de euros) em Direitos Especiais de Saque (DES), aponta ainda que os efeitos recessivos da queda do preço do petróleo e da diminuição da procura de importantes parceiros comerciais, como a China, esbateram-se.

"Mais recentemente, o aumento dos preços das matérias-primas mostrou-se positivo para a posição externa dos países exportadores de matérias primas", apontam, usando o exemplo de Angola para sublinhar que "o risco associado às receitas do Governo deverá suplantar o impacto orçamental das novas infeções por covid-19 este ano".

África regista 147.920 mortos devido à covid-19, totalizando 5.735.199 casos desde o início da pandemia, segundo os últimos dados divulgados na terça-feira pelo Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC).

Segundo a organização regional, África soma também 4.989.827 recuperações desde o primeiro caso registado no continente, no Egito, em 14 de fevereiro de 2020.

A África Austral continua a ser a região mais afetada do continente, com 2.678.634 casos e 74.081 óbitos associados à covid-19. Nesta região, encontra-se o país mais atingido pela pandemia, a África do Sul, que contabiliza 2.090.909 casos e 62.628 mortes.

O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egito, em 14 de fevereiro de 2020, e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infeção, em 28 de fevereiro.

A pandemia da covid-19 causou já mais de 4 milhões de mortos no mundo desde que a doença foi identificada em dezembro de 2019 na China.

Leia Também: AO MINUTO: Novo recorde na vacinação; Aviso de França "contraditório"

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