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Subida de juros da dívida segue padrão que se verifica internacionalmente

O secretário de Estado das Finanças disse hoje que o comportamento das taxas de juro da dívida pública não tem a ver com as condições da economia portuguesa, mas com "o padrão" que se verifica a nível internacional.

Subida de juros da dívida segue padrão que se verifica internacionalmente

"O comportamento da taxa de juro, a subida, em nada tem a ver com as condições específicas da economia portuguesa", mas "com um padrão que se está a assistir em termos internacionais e que também resulta daquilo que são as perspetivas económicas [na Europa e EUA] mais favoráveis para os próximos anos", referiu João Nuno Mendes.

O secretário de Estado falava no final da reunião do Conselho de Ministros e respondia a uma questão sobre a subida das taxas de juro e o seu impacto nos encargos com o serviço da dívida soberana.

Esta quarta-feira Portugal foi aos mercados, tendo colocado 1.250 milhões de euros, em Obrigações do Tesouro (OT) a 10 e 15 anos, a juros positivos e mais elevados face aos anteriores leilões comparáveis.

No montante de 551 milhões de euros, a 10 anos, taxa de juro foi de 0,505%, superior à de 0,237% registada num leilão com prazo semelhante em 10 de março.

Em relação ao prazo mais longo, de cerca de 15 anos, no anterior leilão comparável, em 13 de janeiro, foram colocados 750 milhões de euros em OT com maturidade em 12 de outubro de 2035 (cerca de 15 anos) à taxa de juro de 0,319%.

Em janeiro, Portugal tinha colocado 500 milhões de euros em OT com maturidade em 18 de outubro de 2030 à taxa de juro de -0,012%.

Hoje de manhã, os juros da dívida portuguesa a 10 anos avançavam para 0,576%, um máximo em seis meses, contra 0,573% na quarta-feira, depois de terem terminado em terreno negativo nas sessões de 15, 11 e 08 de janeiro.

No mesmo sentido, os juros a cinco anos subiam para -0,187%, contra -0,191% na quarta-feira, depois de terem caído para o atual mínimo de sempre, de -0,506%, em 15 de dezembro.

Os juros a dois anos estavam também a subir, para -0,518%, contra -0,519% na quarta-feira e o atual mínimo de sempre, de -0,746%, registado também em 15 de dezembro.

Para João Nuno Mendes, a reação dos mercados à dívida pública tem sido "absolutamente excecional", refletindo a "apreciação muito positiva" das agências de rating sobre a evolução da economia portuguesa e às "perspetivas muito favoráveis" que se avizinham.

Esta quarta-feira, as projeções divulgadas pela Comissão Europeia antecipam que o PIB português deverá chegar ao seu nível pré-crise "a meio de 2022", ano em que a Bruxelas espera um crescimento de 5,1% e que se seguirá ao impulso de 3,9% este ano.

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