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Jerónimo Martins prevê investir cerca de 700 milhões em 2021

A Jerónimo Martins prevê investir 700 milhões de euros este ano, dos quais 60% serão destinados à subsidiária polaca Biedronka, e espera abrir cerca de 10 lojas Pingo Doce e remodelar 15 localizações, divulgou hoje o grupo.

Jerónimo Martins prevê investir cerca de 700 milhões em 2021

"O programa capex [investimento] mantém um papel central nas prioridades de alocação de capital do grupo e, em 2021, se as medidas de restrição que ainda possam vir a ser implementadas nos mercados em que operamos não impactarem a capacidade de execução, espera-se que se cifre em cerca de 700 milhões de euros, dos quais cerca de 60% investidos na Biedronka", adianta a empresa, no comunicado dos resultados de 2020.

Este plano inclui a adição de cerca de 100 localizações líquidas à cadeia Biedronka, das quais metade no formato de menor dimensão, e a remodelação de 250-300 lojas, adianta a Jerónimo Martins.

"Em Portugal, o Pingo Doce espera abrir cerca de 10 lojas e remodelar 15 localizações, enquanto a Ara [cadeia de supermercados na Colômbia] se prepara para adicionar mais de 100 novas localizações à sua rede de lojas", acrescenta a Jerónimo Martins.

"Suportados pelo sólido desempenho registado em 2020 e pela força do nosso balanço, entramos em 2021 conscientes dos desafios, com as prioridades estratégicas bem definidas e um foco inabalável na geração de caixa como garante da nossa capacidade para investir no reforço das nossas posições competitivas", sublinha a dona do Pingo Doce.

"Ao mesmo tempo, mantemos a flexibilidade para aproveitar oportunidades de crescimento consistentes com as nossa visão estratégica", refere ainda.

"Importa referir que as perspectivas macroeconómicas para 2021 estão intrinsecamente associadas à evolução do cenário pandémico ao nível mundial e também de cada país, e ao progresso da vacinação em larga escala", pelo que se antecipa que, "pelo menos a primeira metade do ano permaneça marcada por elevada falta de visibilidade no que respeita à implementação, nos países em que estamos presentes, de possíveis medidas de confinamento no combate à pandemia e aos seus respetivos impactos nos mercados e no comportamento dos consumidores", salienta a Jerónimo Martins.

As marcas do grupo "entram em 2021 com as prioridades estratégicas bem definidas", que passam por crescer vendas através de foco no consumidor e nas suas necessidades, investir na proposta de valor, proteger a rentabilidade através de disciplina de custos e melhoria contínua nos processos operacionais e manter a perspectiva de longo prazo.

"Do conjunto dos países onde operamos, e tal como aconteceu em 2020, espera-se que a Polónia, seja o que apresente bases mais sólidas de incentivo ao consumo interno", refere a Jerónimo Martins relativamente às perspectivas para este ano.

"A inflação alimentar deverá permanecer baixa pese embora a pressão que possa ser exercida pela acrescida carga fiscal, nomeadamente através da entrada em vigor, em janeiro, do imposto sobre as vendas dos grandes retalhistas e da taxa sobre as bebidas com elevado teor de açúcar", refere, salientando que a Biedronka "continuará a levar a cabo projetos de eficiência nas operações de loja e na logística".

Isso irá permitir "concretização de oportunidades de crescimento e também, juntamente com a maior capacidade de planeamento no cenário de crise pandémica, a proteção da rentabilidade em 2021, num contexto ainda mais desafiante, de baixa inflação e carga fiscal acrescida", prossegue

A marca de saúde e bem-estar polaca Hebe, "a par da consolidação da sua rede de lojas, focará a sua estratégia de crescimento no desenvolvimento da sua operação 'online', que se espera que continue a ganhar dinamismo, permitindo, no curto prazo, a entrada em novos mercados".

Em Portugal, "a retoma esperada para 2021 está ainda envolta em elevada incerteza e dependente da evolução da crise sanitária, do programa de vacinação, e dos seus impactos no mercado interno e na recuperação do turismo".

O grupo sublinha que as restrições em Portugal representam "condicionantes com impacto particularmente forte" nas suas cadeias de distribuição, pelo que "qualquer alteração" nas medidas "deverá ter efeito positivo imediato" nos negócios.

"O Pingo Doce continuará a investir para defender o desempenho perante as actuais restrições e para preparar e fortalecer o seu modelo de negócio para o momento do regresso a um ambiente operacional mais normalizado", pelo que a marca "mantém a sua visão estratégica relativamente ao papel capital dos frescos, do 'take away' e dos restaurantes na estratégia de diferenciação e de crescimento da companhia", salienta.

Já o grossista Recheiro "prevê uma lenta recuperação do canal HoReCa [Hotéis, Restaurantes e Cafés], enquanto explora oportunidades de continuar a crescer no retalho tradicional".

Na Colômbia, a Jerónimo Martins espera que a reabertura da economia leve a uma recuperação em 2021.

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