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Recuperação ao mesmo ritmo requer "resposta conjunta" dos 27

A Comissão Europeia alertou hoje para o risco de que nem todos os países da UE possam recuperar das perdas económicas de 2020 ao mesmo ritmo, apelando, por isso, a uma "resposta conjunta e forte" dos 27.

Recuperação ao mesmo ritmo requer "resposta conjunta" dos 27
Notícias ao Minuto

19:36 - 22/02/21 por Lusa

Economia UE/Presidência

O comissário europeu para o Orçamento e Administração, que intervinha numa videoconferência no âmbito da Semana Parlamentar Europeia, apontou que, apesar de o mundo "continuar a sofrer nas mãos da pandemia a nível social e económico", já se vê "uma luz ao fundo do túnel nas previsões de Inverno", que apontam a "uma retoma do crescimento considerável na segunda metade deste ano".

"Esperamos uma recuperação global da economia da União Europeia (UE)de 3,7% em 2021 e 3,9% em 2022, o que significa um regresso aos níveis do PIB pré-pandemia em 2022, mais cedo que esperado", sublinhou Johannes Hahn.

No entanto, o comissário europeu alertou que "as perdas de 2020 não serão recuperadas tão rapidamente ou ao mesmo ritmo em toda a UE", sendo, por isso, "essencial" que os 27 Estados-membros colaborem num "reposta europeia conjunta e forte".

Johannes Hahn reiterou o apelo da Comissão Europeia para a aprovação da decisão sobre os recursos próprios, aprovada em dezembro passado, lembrando que "há já sete Estados-membros que procederem a essa ratificação", entre os quais Portugal, que o fez no final do mês de janeiro.

"Contamos com o empenho de todos os Estados-membros para avançar o mais depressa possível no interesse de todos os cidadãos da UE", apelou, lembrando que o bloco comunitário só poderá iniciar a emissão de dívida depois de todos os 27 Estados-membros terem concluído a ratificação.

Em relação aos Planos de Recuperação e Resiliência (PRR), o responsável pela pasta do Orçamento e Administração referiu que o executivo comunitário tem "mantido um diálogo intenso com todos os Estados-membros para debater a preparação dos planos" desde o ano passado, razão pela qual Hahn diz acreditar que "isto poderá ajudar a que os planos nacionais estejam plenamente alinhados com os objetivos", evitando assim "atrasos indevidos no desembolsar dos fundos".

O comissário europeu insistiu que os governos dos 27 "devem consultar as partes interessadas a nível nacional na preparação dos planos, incluindo as autoridades locais e regionais", cooperação que "é essencial", porque os PRR "não se tratam apenas de investimentos, mas também das reformas necessárias correspondentes às recomendações do semestre europeu".

Após a aprovação da decisão sobre os recursos próprios por todos os Estados-membros, a Comissão Europeia prevê "um volume de emissões de dívida de 150 a 200 mil milhões de euros por ano até ao final de 2026", o que significa que "a UE será um dos maiores emissores do mercado ao nível dos emissores de obrigações soberanas, como a França, Itália e Alemanha", apontou.

"Perante os volumes de frequência e complexidade dos empréstimos", a Comissão Europeia irá "aplicar uma estratégia de fundos diversificada com a flexibilidade para uma reação ao mercado em constante evolução e à procura por parte dos investidores", acrescentou Johannes Hahn.

O comissário considerou ainda que, "para minimizar os atrasos semelhantes aos que aconteceram no início do período de programação anterior, nomeadamente nas políticas de gestão partilhada, política de coesão, política de agricultura e pescas e a migração e asilo, "os Estados-membros têm de estar preparados com a sua programação para utilizar as possibilidades existentes o mais depressa possível".

"Encorajo todos a pensarem em todo o trabalho necessário e a agirem de forma determinada para podermos passar a aplicação de todas estas possibilidades de financiamento", concluiu Johannes Hahn, que intervinha na sessão sobre o orçamento da UE no centro do plano de recuperação, no âmbito da Semana Parlamentar Europeia.

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