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UGT condena pedido e autorização de reestruturação do Montepio

A UGT e os seus sindicatos da banca condenaram hoje o pedido de restruturação do Montepio Geral e a sua aceitação pelo Governo, o que resultará no despedimento de 400 trabalhadores até setembro de 2023.

UGT condena pedido e autorização de reestruturação do Montepio
Notícias ao Minuto

20:58 - 13/01/21 por Lusa

Economia UGT

No final da reunião do Secretariado Executivo da UGT, alargada aos principais sindicatos da central, o secretário-geral e os presidentes dos três sindicatos do setor bancário, Mais Sindicato, SBN e SBC, enviaram um oficio à ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, "condenando o processo de pedido de reestruturação do Montepio, agora aceite pelo Governo".

"As organizações sindicais exigem esclarecimentos e informações sobre este processo, no cumprimento do efetivo exercício de consulta dos parceiros sociais", diz uma nota de imprensa da UGT.

No ofício envido à ministra do Trabalho, a central sindical disse que foi confrontada na terça-feira, assim como os seus sindicatos do setor bancário, pela comunicação social "com a decisão do Governo de aceitação do pedido de declaração como empresa em reestruturação do Banco Montepio Geral".

"Esta é uma conclusão lamentável para um processo censurável em todas as suas fases", considera, no mesmo documento.

A UGT salientou que o pedido foi feito "sem qualquer fundamentação efetiva por parte do Banco, sem sequer indicação do número de trabalhadores que pretende despedir".

"E despedimentos são, porque outro nome não pode ser dado a rescisões por acordo forçadas", sustenta.

A UGT afirma ainda que se trata de um "processo censurável também pela atitude do Governo, alinhando e patrocinando a intolerável sonegação de informação aos sindicatos e à sociedade, sem se dignar sequer transmitir aos parceiros sociais qualquer Informação que lhes permitisse cumprir efectivamente o seu direito legal de se pronunciarem sobre estes pedidos empresariais".

"Não soubemos, e continuamos sem saber, o que impulsiona o Montepio e o que leva o Governo a aceder ao seu pedido", frisa a UGT e os seus sindicatos, exigindo que lhes seja fornecida "a informação relativa a todo este processo."

Fonte oficial do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social divulgou na terça-feira que o Banco Montepio obteve a autorização da tutela para poder despedir 400 trabalhadores até setembro de 2023, no âmbito do estatuto de empresa em reestruturação.

Já era conhecido que o Montepio iria avançar com um "plano alargado" de saída de trabalhadores, segundo o Sindicato Nacional dos Quadros Técnicos Bancários, o Sindicato dos Bancários do Norte e o Sindicato Independente da Banca, que se reuniram em 23 de setembro com a administração executiva.

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