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SNQTB não vai tolerar "assédio" no plano de reestruturação do Montepio

O presidente do Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB), Paulo Marcos, disse hoje à Lusa que a estrutura não irá tolerar assédio laboral na reestruturação do Banco Montepio, após um plenário com os trabalhadores.

SNQTB não vai tolerar "assédio" no plano de reestruturação do Montepio
Notícias ao Minuto

21:22 - 20/10/20 por Lusa

Economia Montepio

"Não toleraremos assédio. O assédio laboral é crime, está criminalizado na lei, há um ordenamento jurídico para isso. Seremos absolutamente intransigentes sobre isso", disse à Lusa o sindicalista, instado a comentar o que saiu do plenário com trabalhadores do Montepio.

Paulo Marcos também referiu que a reestruturação em curso no Montepio deve ser "um processo de escolha informada, numa lógica de dar às pessoas o máximo de informação para que possam tomar uma decisão consciente, livre e que não se venham a arrepender em poucos dias".

O presidente do SNQTB lembrou que um processo de rescisões "pressupõe liberdade contratual das partes, trabalhador e banco", e que o sindicato não tem "conceptualmente nada contra" tal processo, desde que não exista assédio.

Paulo Marcos referiu ainda que o plano de reestruturação no Montepio, "no que toca aos sindicatos, não está fechado", e que "ainda há muitos pontos em aberto", apesar de já terem começado os processos de reformas antecipadas.

O sindicalista elogiou ainda a participação "massiva" dos trabalhadores nos encontros de hoje, a que assistiram por via eletrónica.

O Montepio vai avançar com um "plano alargado" de saída de trabalhadores, segundo o Sindicato Nacional dos Quadros Técnicos Bancários, o Sindicato dos Bancários do Norte e o Sindicato Independente da Banca, que reuniram em 23 de setembro com a administração executiva.

Em comunicado, os três sindicatos revelaram, nesse dia, que se reuniram com o presidente da comissão executiva do Banco Montepio, Pedro Leitão, o qual "apresentou um projeto de reestruturação que contempla um plano alargado de reformas antecipadas e de rescisões de contratos de trabalho por mútuo acordo que irá decorrer até 2021", mas sem quantificar quantos funcionários irão sair da entidade bancária.

No dia 22, o jornal 'online' Eco noticiou que o Montepio prepara a saída de 800 trabalhadores e que vai pedir ao Governo o estatuto de empresa em reestruturação, o que permite a quem aceite a rescisão por mútuo acordo ter direito ao subsídio de desemprego.

Contactada pela Lusa no dia 23, fonte oficial do Montepio disse apenas que é conhecido que o banco "está a ajustar processos e a estudar a sua dimensão, tal como foi partilhado com os colaboradores e as respetivas estruturas", e que manterá a prática de partilhar "sempre a informação de relevo da instituição com todos os que dela fazem parte" antes da divulgação pública.

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