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Brasil propõe plano para atrair investimentos de empresas portuguesas

O Brasil propôs iniciar conversações para a construção de um plano de trabalho e cooperação técnica com associações empresariais portuguesas para atrair investimentos em saneamento, mobilidade urbana, recursos hídricos e resíduos.

Brasil propõe plano para atrair investimentos de empresas portuguesas
Notícias ao Minuto

19:45 - 20/10/20 por Lusa

Economia Brasil

O anúncio foi hoje feito num webinar denominado "Iniciativas de Desenvolvimento Regional no Brasil: oportunidades de investimento para as empresas portuguesas" que contou com a presença do ministro do Desenvolvimento Regional do Brasil, Rogério Marinho, e do secretário de Estado da Internacionalização de Portugal, Eurico Brilhante Dias.

Também participaram representantes da Associação das Empresas Portuguesas para o Sector do Ambiente, da Associação Smart Waste Portugal e da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas de Portugal.

Antes das apresentações técnicas, o ministro brasileiro Rogério Marinho fez questão de salientar os laços históricos do seu país com Portugal, frisando esperar que as empresas europeias incluam o país nos seus projetos no exterior depois da pandemia.

"Nós fomos apresentados através do embaixador da Alemanha ao modelo deste plano que foi feito pelo Mercado Comum Europeu de revitalização da economia europeia após a pandemia de Covid-19 e entendemos que os investimentos que serão feitos podem ser realizados nas empresas europeias, inclusive em outros países, e isto para nós é importante porque mostra que há uma possibilidade real de recursos disponíveis", disse Marinho.

O ministro brasileiro estimou que apenas o setor de saneamento e tratamento de água do Brasil poderá gerar investimentos na ordem de 150 mil milhões de euros nos próximos 10 anos.

"É bom lembrar que estamos falando em 100 milhões de habitantes. Temos 215 milhões de brasileiros e 100 milhões deles não têm esgoto tratado. Mais de 30 milhões [de pessoas no país] não têm água tratada", afirmou.

Segundo Marinho, novos projetos e privatizações no setor de transporte e mobilidade urbana deverão gerar projetos de 90 mil milhões de euros no Brasil em 10 anos. Já o setor de iluminação publica terá uma carteira potencial de concessões estimada em 5 mil milhões de euros, no mesmo período.

Por seu turno, o secretário de Estado da Internacionalização de Portugal, Eurico Brilhante Dias, lembrou que o mundo vive um momento muito complexo e, portanto, todos os governos estão a preparar a recuperação económica.

"Uma parte substantiva desta recuperação económica depende de um investimento público que se traduza em melhores condições de vida e dos recursos que são muito escassos, entre eles, a água e o adequado tratamento dos resíduos", explicou Brilhante Dias.

"Há uma oportunidade política de investimento para criar empregos e oportunidades de crescimento económico, que na Europa terá expressão num futuro muito próximo na aprovação dos planos de recuperação e resiliência", acrescentou.

Sobre o Brasil, Brilhante Dias sublinhou que o Governo de Portugal vê com muito apreço que as competências das empresas portuguesas possam casas com as necessidades do Brasil, em particular em territórios onde o índice de desenvolvimento humanos é menor e onde o investimento é necessário para criar emprego e negócios sustentáveis.

O secretário de Estado da Internacionalização de Portugal também fez questão de mencionar o que classificou como excelente relacionamento político dos dois países.

"Temos tido um caminho comum na defesa do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul [bloco formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai). Temos também as nossas portas abertas para o Brasil e para os brasileiros", disse Brilhante Dias.

"Esta base, este relacionamento político diplomático nos permite dizer que perante as oportunidades, os desafios que temos em conjunto, seguramente portugueses e brasileiros poderão aproveitar as oportunidades e responder aos desafios, talvez mais agudos do século, em razão da Covid-19", concluiu o representante do Governo português.

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