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UE: "É altura da China provar que tem verdadeiro interesse em mudar"

A Comissão Europeia instou hoje a China a "provar que consegue mudar" se quer um acordo de investimento com a União Europeia (UE) este ano, ao garantir um "acesso justo" ao mercado chinês e remoção das barreiras comerciais.

UE: "É altura da China provar que tem verdadeiro interesse em mudar"
Notícias ao Minuto

21:55 - 14/09/20 por Lusa

Economia UE/China

"Claro que o bloco chinês também tem exigências, mas esta é a altura de [a China] provar que tem verdadeiro interesse em avançar, de mudar para melhor, e só aí haverá possibilidade de termos um acordo de investimento", disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, falando em conferência de imprensa em Bruxelas no final de uma cimeira virtual UE-China dominada pelos assuntos comerciais.

Frisando que, nos últimos meses, foi possível alcançar compromissos por parte da China relativamente ao fim das transferências obrigatórias de tecnologia e a uma maior transparência nos subsídios estatais, Ursula von der Leyen vincou que "muito, muito continua por ser feito noutras partes importantes do acordo, nomeadamente no que toca ao acesso ao mercado e ao desenvolvimento sustentável".

"Os nossos investidores [europeus] enfrentam, hoje em dia, demasiadas barreiras e, por isso, precisamos que a China avance nestas questões se queremos chegar ao nosso objetivo de finalizar as negociações para acordo de investimento este ano", insistiu a líder do executivo comunitário, pedindo a Pequim que "convença" Bruxelas de que "vale a pena" chegar a tal protocolo.

Apesar de a UE ter hoje "tomado nota da intenção do Presidente chinês em olhar para estas questões", Ursula von der Leyen reforçou que "a Europa é um mercado aberto e as empresas europeias devem conseguir um acesso justo ao mercado chinês".

"Estamos a ser muito assertivos relativamente ao acesso ao mercado chinês e à remoção das barreiras. Queremos progressos", concluiu.

Já questionada sobre os prazos, Ursula von der Leyen adiantou que "não é uma questão de tempo, mas de substância" do potencial acordo de investimento", embora esteja previsto que este acordo de investimento seja alcançado até final do ano.

Na reunião de alto nível de hoje, realizada por videoconferência dadas as restrições causadas pela pandemia de covid-19, o bloco comunitário esteve representado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pelo presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, e ainda pela chanceler Angela Merkel, em representação da presidência alemã do Conselho da UE.

Também falando aos jornalistas, Charles Michel defendeu que "a Europa precisa de ser um jogador, não um campo de jogo" em termos comerciais.

"Esforçamo-nos por uma relação que cumpra os nossos compromissos mútuos. Isso gera resultados concretos para ambas as partes. Resultados que também são bons para o mundo. Em algumas áreas, estamos no caminho certo. Noutras, é preciso fazer mais trabalho", precisou o responsável.

A China é um dos principais parceiros comerciais da UE e, em média, são feitos negócios que ascendem a mais de mil milhões de euros por dia.

Além das relações comerciais, a questão das metas ambientais também esteve em foco nesta cimeira, com Charles Michel a observar que "a China é um parceiro-chave a nível mundial na redução dos gases com efeito de estufa a nível mundial e na luta contra as alterações climáticas".

"Encorajamos a China a ser ainda mais ambiciosa [...] nomeadamente implementando o Acordo de Paris", afirmou o responsável.

Também falando sobre esta matéria, a chanceler alemã, Angela Merkel, apelou a um "diálogo de alto nível de forma sistemática" para o combate às alterações climáticas.

"A China é responsável por metade das emissões de CO2 [dióxido de carbono] a nível mundial de centrais a carvão, por isso falámos da transição para outras fontes de energia, que implicarão mudanças estruturais consideráveis para a sociedade, mas a China reconheceu que é o caminho a seguir", revelou Angela Merkel.

A chanceler alemã disse, ainda, esperar que "em breve" possa ocorrer uma nova cimeira UE-China, desta vez já presencial em Bruxelas.

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