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Macau. Mais de 100 milhões de máscaras vendidas desde início da pandemia

Mais de 100 milhões de máscaras de proteção foram vendidas em Macau desde o início da pandemia, no final de janeiro, informaram hoje as autoridades do território em comunicado.

Macau. Mais de 100 milhões de máscaras vendidas desde início da pandemia
Notícias ao Minuto

11:23 - 13/07/20 por Lusa

Economia Covid-19

A venda racionada de máscaras começou há mais de cinco meses, no dia 24 de janeiro, tendo sido uma das primeiras medidas do Governo de Macau para travar a propagação da covid-19, justificada pela falta de oferta no mercado mundial.

Ao abrigo do racionamento, cada pessoa pode adquirir dez máscaras a cada dez dias, em cerca de meia centena de farmácias convencionadas no território, a preço reduzido: oito patacas, o que representa menos de um euro.

O Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus iniciou na sexta-feira, dia 10 de julho, o 18.º plano de fornecimento de máscaras aos residentes em Macau.

Na nota, o Centro de Coordenação defende que a "utilização maciça" de máscaras, a par de outras medidas sanitárias, "criou uma linha de defesa comunitária e contribuiu para os atuais resultados".

Macau foi dos primeiros territórios a identificar casos de infeção com a covid-19, antes do final de janeiro. O território registou então uma primeira vaga de dez casos. Seguiu-se outra de 35 casos a partir de março, todos importados, uma situação associada ao regresso de residentes, muitos estudantes no ensino superior em países estrangeiros.

O caso mais recente, o 46.º no território desde que o surto começou, registou-se em 25 de junho. Macau não registou nenhuma morte relacionada com a doença.

As autoridades do território anunciaram também que os passageiros dos autocarros que circulam entre Hong Kong-Zhuhai-Macau passam a ter de apresentar teste de ácido nucleico negativo, emitido nos últimos sete dias, além de quarentena obrigatória de 14 dias, que já estava em vigor.

A medida, que se destina a "garantir a segurança dos passageiros e trabalhadores nos autocarros", numa altura em que Hong Kong registou um novo surto de covid-19, é aplicável a partir de hoje às pessoas que entrem em Macau através do corredor marítimo excecional entre os dois territórios, aberto até quinta-feira.

A partir das 6:00 horas de 14 de julho, todos os passageiros de 'ferries' e de avião que partam de Macau devem igualmente apresentar o certificado de resultado negativo do teste de ácido nucleico, com igual validade, informaram as autoridades.

Se não conseguirem fazer o teste a tempo, "aqueles que já têm bilhete" de 'ferry' com destino a Hong Kong ou avião a partir do aeroporto daquele território devem contactar o Centro Hospitalar Conde de São Januário, indicaram também hoje as autoridades de Macau, durante a conferência de acompanhamento da covid-19.

Durante a conferência, as autoridades anunciaram ainda que vão levantar a partir de hoje a obrigatoriedade de quarentena para pessoas provenientes de Pequim, "após oito dia sem casos novos" de covid-19, e da província de Hubei, na China.

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