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Resultados da Altice PT são "históricos" e mostram "rota de crescimento"

O presidente executivo da Altice Portugal, Alexandre Fonseca, afirmou hoje que os resultados do primeiro trimestre, em que as receitas subiram 2,6%, são "históricos" e mostram "uma rota de crescimento" da dona da Meo.

Resultados da Altice PT são "históricos" e mostram "rota de crescimento"
Notícias ao Minuto

11:11 - 21/05/20 por Lusa

Economia Altice

As receitas da Altice Portugal subiram 2,6% no primeiro trimestre, face ao período homólogo, para 522 milhões de euros, e o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) cresceu 1,8% para 210 milhões de euros, divulgou na quarta-feira a Altice Europe.

Estes resultados são "históricos" e "mostram uma rota de crescimento", afirmou Alexandre Fonseca, numa conferência à distância ('webcast') sobre os resultados dos primeiros três meses do ano.

Estes dados permitem "ter imensa confiança para o futuro", salientou.

Relativamente ao impacto da pandemia de covid-19 nas receitas do 'roaming', o administrador financeiro, Alexandre Matos, referiu que há muitas indústrias "impactadas pelo fenómeno que se vive", entre as quais o turismo.

No caso do turismo, há dois impactos -- a Altice é também uma das parceiras dos grandes grupos hoteleiros e da maioria das entidades ligadas ao turismo, sendo que a operadora está a trabalhar "em soluções" neste âmbito; e depois há o 'roaming', que com as fronteiras encerradas "há menos 'inbound' turístico" e logo "há menos 'roaming 'in'". Ou seja, menos turistas, menos receitas de 'roaming'.

Alexandre Matos escusou-se a avançar valores sobre as receitas de 'roaming', já que não é prática da empresa divulgar estes dados.

No entanto, o administrador financeiro partilhou uma estimativa que aponta que as receitas de 'roaming' podem valer entre "2% a 3% do setor".

Questionado sobre se a Altice Portugal fez provisões por causa da pandemia, Alexandre Matos apontou que no primeiro trimestre o impacto da covid-19 foi pequeno.

"Estamos a falar do primeiro trimestre de 2020. É uma tentação os gestores utilizarem períodos menos bons para carregarem as contas de provisões", começou por apontar o administrador financeiro.

"No primeiro trimestre não tivemos impacto da covid-19 porque ela começou no fim de março, tivemos alguns impactos nas duas últimas semanas, mas os números do primeiro trimestre refletem o primeiro trimestre. E o primeiro trimestre nada nos indicou que tivéssemos de provisionar", explicou.

"O nosso nível de provisionamento teve a ver com a nossa atividade normal do primeiro trimestre, que foi um trimestre extraordinário com crescimento em relação ao ano anterior", acrescentou.

Em jeito de balanço, Alexandre Fonseca salientou que o primeiro trimestre foi marcado por "momentos desafiantes".

Isto porque "tivemos de colocar sete mil pessoas em teletrabalho, fechar mais de 170 lojas em todo o país, tivemos de eliminar alguns dos contactos presenciais que temos com os nossos clientes no segmento de consumo, ou no empresarial, perdemos o 'roaming' dos estrangeiros que não chegam a Portugal para utilizar as nossas infraestruturas", foi um período em "que deixámos de cobrar os canais desportivos por falta e conteúdos", elencou.

"A crise pandémica começou em 18 de março", sublinhou, acrescentando que os resultados do primeiro trimestre são consequência de "um trabalho de três meses intensos, dedicados, de trabalho árduo, mas que foram impactados 15 dias num universo de 90 dias".

"Nós, ao contrário de outros, não apresentamos desculpas, dizendo que foi a crise pandémica que levou a maus resultados no primeiro trimestre", salientou o gestor.

"Estamos convictos na sustentabilidade destes resultados", disse, referindo esperar um fim do confinamento gradual.

"Acreditamos que a partir do fim deste segundo trimestre tudo começará gradualmente a voltar ao normal", afirmou Alexandre Fonseca.

Sobre o regresso ao trabalho, o 'Chief Corporate Officer' (CCO) da Altice Portugal, João Zúquete, adiantou que 500 dos mais de 10 mil colaboradores do grupo em teletrabalho, incluindo trabalhadores em regime de 'outsourcing', "já estão a trabalhar" na sede da operadora em Picoas, Lisboa.

Até setembro, a dona da Meo pretende ter todos os seus colaboradores num "regresso normalizado ao trabalho".

"Tivemos cerca de mil colaboradores, da Meo Serviços Técnicos, que estiveram estes dois meses sempre no terreno", acrescentou Zúquete.

Em junho serão mais 1.500 pessoas e em meados de julho entre 2.000 e 2.500 pessoas nas instalações da empresa, disse o administrador, garantindo que serão cumpridas todas as indicações de segurança estipuladas pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

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