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"Pode ter havido uma falha de comunicação mas não houve falha financeira"

Centeno admite "uma falha na comunicação entre o Ministério das Finanças e o primeiro-ministro", sobre a injeção de capital ao Novo Banco.

"Pode ter havido uma falha de comunicação mas não houve falha financeira"

O ministro das Finanças, Mário Centeno, admitiu, esta terça-feira, em entrevista à TSF, que houve uma "falha de comunicação entre o Ministério das Finanças e o primeiro-ministro, mas não uma falha financeira", sobre a injeção de capital ao Novo Banco. 

Questionado sobre se pediu desculpa ao primeiro-ministro, António Costa, Centeno afirmou: "Nós não temos de pedir desculpa por trabalhar em conjunto, isso é virar o mundo do avesso. Tenho uma relação muito próxima de trabalho com o primeiro-ministro, institucional".

Em causa está a notícia de que o Novo Banco recebeu dinheiros públicos na semana passada e o primeiro-ministro, sem o saber, deu garantias ao Bloco de Esquerda no debate quinzenal de que isso não aconteceria até que os resultados da auditoria ao banco fossem conhecidos, motivo pelo qual pediu depois desculpas ao partido.

O Governo disse que a nova injeção feita no Novo Banco segue o que "está predefinido no contrato" de venda da instituição bancária, em 2017, garantindo tratar-se de um empréstimo ao Fundo de Resolução.

O dinheiro recebido pelo Novo Banco para se recapitalizar totaliza 2.978 milhões de euros desde 2017, depois de o Governo ter confirmado que foi feita nova injeção de capital pelo Fundo de Resolução bancário.

Ministro das Finanças estima perda de receita de 10 mil milhões este ano

"Vai ter de ser tudo repensado", disse Mário Centeno em entrevista à rádio TSF, considerando que as medidas terão de ser repensadas à medida da perna que "infelizmente encurtou". Segundo Centeno, perante a gravidade da crise há que ter "humildade" de refazer planos.

O governante indicou que as suas estimativas apontam para uma "elevada perda de receita" pelo Estado, a qual "vai ser muito próxima dos 10 mil milhões de euros até final do ano".

"Este número tem de ser melhor enquadrado também com a resposta europeia, percebemos o quão importante são as respostas europeias para sair da crise", disse.

Leia Também: BE reapresenta diploma para AR ter de autorizar injeções no Novo Banco

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